Prefeitura promete discutir reajuste em outubro e enfermeiros retornam aos postos

Após 18 dias de greve, a Prefeitura de Campo Grande prometeu retomar negociação por reajuste salarial em outubro e os enfermeiros decidiram voltar ao trabalho amanhã (8). O acordo foi firmado na tarde desta terça-feira (7) em audiência de conciliação no TJ-MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul), presidida pelo desembargador Fernando Mauro Marinho.

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De acordo com o secretário municipal de Saúde Pública Jamal Mohamed Salem, os enfermeiros “entenderam que no momento não é possível conceder aumento salarial”. Ainda segundo ele, as negociações serão abertas no dia 15 de outubro.

O secretário confirmou que haverá desconto na folha de pagamento dos grevistas, tanto dos que não foram aos postos de saúde quanto dos que foram, mas se recusaram a realizar os procedimentos de rotina. “Os que trabalharam vão receber normalmente”, detalhou o secretário.

Durante a greve, mais de 14.500 procedimentos deixaram de ser feitos, conforme levantamento da Secretaria Municipal de Saúde Pública (Sesau).

As reivindicações da categoria eram reajuste de 8,5%, retorno de plantões cortados e alteração escalonada no piso salarial.

Prejuízos

Segundo Jamal, só nos 13 primeiros dias de greve, 720 eletrocardiogramas deixaram de ser feitos, além de 126 eletroencefalogramas, 324 endoscopias e 216 testes ergométricos. Ao mesmo tempo, lotes de vacina para recém-nascidos começaram a vencer por falta de profissionais para imunizar.

A falta de vacinação, inclusive, gerou desespero entre os pais. Teve gente que madrugou na fila para vacinar os filhos nos finais se semana de mutirão, mesmo assim, teve família que foi para casa sem conseguir imunizar as crianças.

Fritz afasta qualquer tipo de caos e destaca que “ninguém foi prejudicado”. Ele alega que todos os procedimentos de urgência foram realizados e que os demais são passíveis de reagendamento

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