Prefeitura é denunciada por ‘calote’ em divida e queda do Turismo da Capital

PrefeituraA falta de pagamento ou como denominado “mais um calote” da prefeitura de Campo Grande, foi o assunto principal na sessão ordinária da Câmara de Vereadores, nesta quinta-feira, 1º de dezembro. O problema levantado hoje, se refere não somente a recursos que podem chegar a pelo menos R$ 100 mil, mais também ao retrocesso e ou paralisação do setor de Turismo da Capital e toda cadeia produtiva. A fala inicial foi do diretor do Convention & Visitors Bureau, Paulo Roberto Hans, que usou da Tribuna da Casa para falar da situação do turismo local. Ele denunciou que a gestão municipal alega ter pago convênios com entidade, que desenvolvia atividades com ou pela prefeitura, como o City Tour, que no minimo está com pagamento em falta de 26 entre 37 meses de trabalho desenvolvido de 2013 até a devolução do ônibus em janeiro de 2016.

Os vereadores irão convocar e requerer oficial explicações e documentos comprovatórios, após ouvir de Hans, que além do Turismo na Capital parar ou até retroceder, está dando prejuízo e ficou devendo a entidade. Hans aponta que até procuravam negociar, mas sem sucesso, desde que Bernal retornou em agosto de 2015, sendo denunciado agora, após revolta provocada pela titular da área, Dharleng Campos, da Sedesc (Secretaria Mun. de Desen. Econômico, Turismo, Ciência e Tecnologia e Agronegócio). “Em reunião extemporânea do Comtur (Conselho Municipal de Turismo), a secretaria apontou os pagamentos realizados e que os antigos membros do Conselho estavam fazendo política ‘mais uma vezes contra a sua administração e do prefeito Alcides Bernal”, mencionou o diretor.

Hans lembra que os problemas começaram em janeiro de 2013, onde se ficou cinco meses sem secretario na Sedesc. “Mas continuamos e ainda fechamos dois convenios mensais de divulgação/captação do turismo do município e de operação do city tour, que era renovado pelos quatro anos de cada administração, que nessa só renovou por cinco meses, junho a dezembro 2013, após os cinco parados. Mas, por fazermos há anos, o Bureau continuou na operação e manutenção até janeiro 2016. Foi o limite, por não estarmos recebendo, colocando dinheiro pessoal e não tendo condição do veículo, que é e deveria ser mantido pela Sedesc. Neste tempo, de junho 2013 a janeiro 2016, são 37 parcelas, sendo que só recebemos 11 meses (os cinco iniciais e outras seis na gestão Olarte). Ou seja faltam 26”, apontou.

Para o vereador Eduardo Romero e Edil Albuquerque, que abriram espaço para a fala do diretor, a Mesa diretora tem que solicitar oficialmente toda documentação para as devidas fiscalizações. “Temos que fazer um requerimento para ser enviado documentos comprovantes reais e registrados para mostrar os pagamentos e seus caminhos, já que não chegou ao Bureau, conforme relato”, requereu o parlamentar.

cityDesafio e dados da baixa do setor

O diretor desafiou a secretaria a provar suas declarações em público e até se retratar diante acusações. “Quero que a secretaria venha a público mostrar, ratificar o que nos informou, até de forma contundente, para não dizer agressiva, sobre os pagamentos e quanto ao discurso político. Não temos nada contra a secretaria e o prefeito, tanto pessoal, como a fazer qualquer política. Estamos tratando ou não falou algo que não seja para tratar e lutar pela área. O Turismo é uma ferramenta de desenvolvimento econômico dos municípios, que não está sendo feito nada nos últimos anos, que não está aproveitando em nenhum momento a àrea para ganhar e distribuir dividendos”, disse Hans.

Hans ainda lembra o fato do investimento da entidade e que já teve prejuízo e está sem receber para honrar as dividas. “Estamos a caminho de fechar, pois não dá para manter mais, o que já gastamos até o começo deste ano e estamos pagando o que seria pago com os recursos devidos. O city tour andou 12 anos ininterrupto, graças a nossa manutenção. Nada nenhum equipamento público durou tanto, por causa e investimento da parceria da Bureau”, disse Hans, mencionou ainda que o ônibus passava por 42 pontos turísticos de Campo Grande, oferecendo um passeio de 2h30 em um trajeto de 48 quilômetros, com horários dos passeios flexíveis e de acordo com agendamento na Central de Reservas, além do Guia de Turismo fazendo a explanação dos pontos.

O retrocesso do setor na Capital é apontado pelos representantes em números da rede hoteleira. “Como não temos um forte atrativo natural, os eventos e a passagem por aqui tinha taxa de ocupação dos hotéis, até 2013, de uma media normal de 65%, com picos de 85% em alguns meses. Hoje não passa dos 40%. Com isto, é exemplo de que não se buscou mais eventos, nós não pudemos pois os recursos da entidade são só para pagar dividas feitas com City Tour e eventos feitos para ou em nome da prefeitura. Fomos faer algo que nos chamaram e optamos por nós e pela cidade. Mas, fomos abandonados e com isto os taxistas, restaurantes, bares e mesmo o restante do comercio tem tudo menos também”, ressaltou Hans.

A titular da Sedesc,  Dharleng Campos, não atendeu telefones da reportagem para falar da denúncia e mesmo sobre seu posicionamento colocado em reunião do Comtur.

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