Prefeitura deve parcelar 13º e concluir pagamento em janeiro

A Prefeitura de Campo Grande confirmou não ter dinheiro em caixa para pagar a primeira parcela do 13º salário dos servidores municipais em novembro. A informação foi dada durante prestação de contas aos vereadores na tarde desta terça-feira (27).

Secretário de Finanças, Disney Fernandes, e prefeito Alcides Bernal apresentam balanço dos 60 dias de administração Foto Paulo Francis
Secretário de Finanças, Disney Fernandes, e prefeito Alcides Bernal apresentam balanço dos 60 dias de administração Foto Paulo Francis

De acordo com o secretário municipal de Finanças, Disney Fernandes, a prefeitura tem em caixa R$ 15 milhões reservados ao pagamento dos 24,5 mil servidores públicos municipais. Para que o pagamento seja realizado, ainda faltam R$ 60 milhões.

Segundo o secretário, a pasta está averiguando a possibilidade do pagamento ser escalonado, com uma parcela até o dia 20 de dezembro e a outra em 20 de janeiro. “Vamos fazer assim, se for possível”, destacou o secretário. Para pagar a parcela de janeiro, a Prefeitura deverá recorrer à verba que dará entrada pelo pagamento do IPTU 2016.

Disney Fernandes, sinalizou que outra solução para conseguir o montante necessário será a de a Prefeitura buscar recursos junto ao banco que detém a conta da Prefeitura.

“Infelizmente a gente não tem receita direta para cumprir com isso [pagamento em novembro]. Nós vamos precisar de receitas extras. A gente está contando com a negociação de nossa folha de pagamento, com possibilidade de depósitos judiciais, para aplicar esse dinheiro e poder cumprir com o 13º salário”, disse o secretário.

Segundo o prefeito Alcides Bernal, quando reassumiu a administração de Campo Grande no dia 27 de agosto, havia o provisionamento de apenas R$ 104 mil para o 13º salário do funcionalismo e um déficit em caixa de R$ 27 milhões. Com as medidas de redução de despesas, setembro fechou com sobra de R$ 18 milhões e em outubro de R$ 1 milhão. “Isso porque houve o bloqueio pela Justiça”, afirmou. O bloqueio foi do repasse do FPM (Fundo de Participação dos Municípios), o correspondente da 20% do que é liberado pela União, o que equivale a cerca de R$ 19 milhões.

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