Prefeitura avisa que não dará reajuste e quer substituir grevistas nas creches

Diante do movimento grevista parcial de 1.200 funcionários terceirizados, a Prefeitura de Campo Grande já está adotando medidas para garantir o pleno funcionamento dos 100 Centros de Educação Infantil da Rede Municipal de Ensino.

Segundo o secretário Municipal de Administração, Wilson do Prado, se os funcionários não voltarem imediatamente ao trabalho serão substituídos. “Não vamos admitir que quase 14 mil crianças matriculadas na educação infantil sejam prejudicadas”, destaca o secretário, que interinamente ocupa também a Secretaria de Educação.

Secretário Municipal de Administração, Wilson do Prado
Secretário Municipal de Administração, Wilson do Prado

Os trabalhadores dos Ceinfs que entraram em greve nesta quinta-feira (14), paralisando as atividades nas unidades, promoveram um protesto nesta manhã no centro da cidade. Cerca de 1.500 pessoas, entre professores, cozinheiras, atendentes, berçários e até estagiários, conforme estimativa do Sindicato dos Empregados em Entidades Culturais, Recreativas de Assistência Social de Orientação e Formação Profissional no Estado de Mato Grosso do Sul (Senalba), participaram da manifestação, que ocorreu em razão de um impasse na negociação entre a categoria e a prefeitura por reajuste salarial e redução da carga horária.

Durante o protesto, eles se reuniram no centro da cidade, no praça do Rádio Clube e depois caminharam até o paço municipal, onde tentaram uma audiência com prefeito.
Já no prédio da prefeitura, o grupo foi informado por assessores que o prefeito Gilmar Olarte estava viajando e que, portanto, não poderia se posicionar sobre as reivindicações da categoria. Os manifestantes, então, retornaram a praça para dar continuidade ao protesto.

Uma das reivindicações dos funcionários, a redução da jornada de trabalho de 7 para 6 horas já foi aceita pelas entidades empregadoras, com o aval da Prefeitura. “Isto na prática significa um aumento salarial indireto”, explica Wilson do Prado. Já em relação ao reajuste salarial de 9% que está sendo reivindicado, o secretário garante que não é possível atender a reivindicação por traria um impacto financeiro mensal de R$ 900 mil para o município. “Diante do momento financeiro atual que estamos enfrentando, é impraticável reajuste os contratos com as entidades nesta proporção”, observa.

O secretário lembra que a Prefeitura não tem vínculo empregatício com estes terceirizados que são funcionários da Seleta Caritativa e Humanitária e da OMEPE (Organização Mundial para a Educação Pré-Escolar), entidades que tem contratos com o município para o fornecimento de mão-de-obra empregada nos CEINFS e CRAS . O contrato com a OMEPE tem um custo mensal de R$ 2,8 milhões e com a Seleta, R$ 3 milhões.

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