Prefeitura diz que greve é política e pede corte de ponto de professores

A Prefeitura de Campo Grande pediu à Justiça que a greve dos professores seja declarada 100% ilegal e autorização para corte de pontos dos grevistas. Desta forma, os trabalhadores em greve ficariam sem salário.

Reunião entre grevistas e prefeitura foi realizada ontem - Foto: Dvulgação/PMCG
Reunião entre grevistas e prefeitura foi realizada ontem – Foto: Dvulgação/PMCG

A petição foi feita pela procuradoria-jurídica da prefeitura no último dia 31 de julho, mas só foi juntada ao processo na última semana.

Para a prefeitura, a greve tem motivação política, na petição, a situação é exposta. “A greve está sendo literalmente bancada por vereadores da oposição, ou seja, por quem tem interesse político no desgaste do Chefe do Executivo e que utilizam os educadores para tanto”, afirma a procuradoria-geral da prefeitura.

A prefeitura alega ainda que o “querer receber a mais, por parte dos professores, em uma média de R$ 350,00, está impedindo que 40% das crianças e adolescentes na idade atendida pelo Município tenham acesso à educação”. A PGM também cita que o movimento é “bancado” por vereadores de oposição.

O pedido foi encaminhado ao desembargador Romero Osme Dias Lopes e ainda não houve análise.

GREVE

Depois de reunião realizada ontem (5) entre o prefeito, professores e vereadores, uma nova assembleia entre os profissionais foi realizada e a continuidade da paralisação aprovada.
No encontro, a prefeitura não fez nova proposta e justificou a ação em razão da dificuldade financeira, que impede reajuste salarial aos servidores. A prefeitura prometeu só voltar a negociar em setembro.

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