Prass brilha, faz até gol de pênalti e dá o tri ao Palmeiras

Depois de vencer por 2 a 1 no tempo normal, Verdão ganhou mais uma na disputa de pênaltis. Prass defendeu uma batida e marcou o gol do título. Ídolo!

Eles têm mais técnica? O Palmeiras tem fibra. Eles são favoritos? O Palmeiras tem um Allianz Parque de estourar os tímpanos. Eles têm a vantagem de ter vencido por 1 a 0 na Vila? O Palmeiras tem o gigante Dudu para fazer dois gols. Eles têm Ricardo Oliveira para adiar a volta olímpica com um gol no fim? O Palmeiras tem Prass, que não se contenta em defender e agora também faz gol para decidir nos pênaltis. O Palmeiras é copeiro. É tricampeão da Copa do Brasil: 1998, 2012 e 2015. Volta olímpica na nova arena alviverde? Nem precisa dizer quem deu a primeira…

Foto Reprodução Lancepress!
Foto Reprodução Lancepress!

Só 90 minutos não seriam suficientes para o tamanho desta conquista. A vitória por 2 a 1 sobre o Santos no tempo normal virou detalhe quando, nos pênaltis, Prass fez o gol da vitória por 4 a 3 e do título. Antes, ele viu Marquinhos Gabriel bater por cima, defendeu o tiro de Gustavo Henrique e por pouco não encerrou a disputa no pênalti de seu desafeto, Ricardo Oliveira.

Conduzido pela torcida desde a fantástica recepção ao ônibus, o Palmeiras fez ressurgir um futebol que há tempos não se via no time de Marcelo Oliveira. O Verdão jogou com a alta voltagem de Gabriel Jesus mesmo depois de o jovem sentir o ombro machucado e dar lugar a Rafael Marques, aos 40 minutos do primeiro tempo. Àquela altura, o Santos já tinha Werley na vaga de David Braz, outro a sair machucado.

O Palmeiras precisava de um gol para diminuir a tensão. E ele veio aos 11 minutos da etapa final, com Dudu, após ótimo pivô de Barrios (que partida!) e passe de Robinho.

O Palmeiras precisava de outro gol para evitar o drama dos pênaltis. E ele veio aos 39 minutos, de novo com Dudu, aproveitando desvio de Vitor Hugo em uma falta lateral.

Estava pronto o enredo da conquista alviverde, mas o futebol sempre será capaz de produzir roteiros inesperados e emocionantes. Aos 41, Ricardo Oliveira, justo ele, venceu Fernando Prass e deixou vivo um Santos que dessa vez não chamou a atenção pelo futebol bonito, mas pela fibra. Um Santos menos Lucas Lima, menos Gabriel, e mais Victor Ferraz. E sempre Ricardo Oliveira. Quer dizer, sempre Fernando Prass. O Palmeiras aumenta assim sua galeria de conquistas nacionais, com 11 no total.

FICHA TÉCNICA
PALMEIRAS 2 (4) X (3) 1 SANTOS

Local: Allianz Parque, em São Paulo (SP)
Data/Hora: 2/12/2015 – 22h
Árbitro: Heber Roberto Lopes (SC)
Auxiliares: Emerson Augusto de Carvalho (SP) e Marcelo Carvalho Van Gasse (SP)
Renda/Público: R$ 5.336.631,25 / 39.660

Cartões amarelos: Matheus Sales e João Pedro (PAL); Gabriel (SAN)
Cartões vermelhos:
GOLS: Dudu, 11’/1ºT (1-0); Dudu, 39’/2ºT (2-0); Ricardo Oliveira, 41’/2ºT (2-1)

PÊNALTIS:

PALMEIRAS: Fizeram Zé Roberto, Jackson, Cristaldo e Fernando Prass; Errou: Rafael Marques
SANTOS: Fizeram Geuvânio, Lucas Lima, Ricardo Oliveira; Erraram: Marquinhos Gabriel, Gustavo Henrique

PALMEIRAS: Fernando Prass; João Pedro (Lucas Taylor, 26’/2ºT), Vitor Hugo, Jackson e Zé Roberto; Matheus Sales, Arouca e Robinho; Gabriel Jesus (Rafael Marques, 40’/1ºT), Dudu e Lucas Barrios (Cristaldo, 26’/2ºT). Técnico: Marcelo Oliveira

SANTOS: Vanderlei; Victor Ferraz, David Braz (Werley, 28’/1ºT), Gustavo Henrique e Zeca; Renato, Thiago Maia (Paulo Ricardo, 35’/2ºT) e Lucas Lima; Gabriel (Geuvânio, 18’/2ºT), Marquinhos Gabriel e Ricardo Oliveira. Técnico: Dorival Júnior

LANCEPRESS!

Comentários

comentários