Por que o Facebook quer que você passe a fazer vídeos ao vivo em vez de compartilhar fotos

Quer publicar no Facebook um álbum com 148 fotos de sua última viagem à praia? Pense de novo.

Porque provavelmente a rede social vai lhe sugerir que é melhor fazer uma transmissão ao vivo pra contar aos seus amigos o nome da praia, se as ondas estão muito fortes e o que você está planejando almoçar.

Segundo o Facebook, transmissões ao vivo recebem mais comentários do que vídeos normais (Foto: iStock)
Segundo o Facebook, transmissões ao vivo recebem mais comentários do que vídeos normais (Foto: iStock)

Os responsáveis pelo site se surpreenderam ao notar que este tipo de vídeo, conhecido como Facebook Live, vem se tornando cada vez mais popular entre seus 1,6 bilhão de usuários desde que foi lançado, em janeiro deste ano.

“As pessoas costumam receber dez vezes mais comentários do que em vídeo normais. Não esperávamos esta reação”, diz o vice-presidente de gestão de produtos do Facebook, Will Cathcart, à BBC Mundo.

Na quarta-feira da semana passada, o Facebook disponibilizou a ferramenta para todos os seus membros no mundo. Até então, só celebridades, empresas de mídia e usuários americanos podiam usá-la.

O fundador da empresa, Mark Zuckerberg, fez um Facebook Live no mesmo dia para falar das novidades da ferramenta, que só está disponível para acessos por meio de tablets e celulares.

Em uma transmissão de 16 minutos, ele respondeu a perguntas que os usuários enviavam em tempo real e garantiu que este tipo de vídeo gera “momentos verdadeiramente espontâneos e pessoais”.

De você para você

O vídeo já é um tipo de conteúdo popular no Facebook. Em janeiro, foram assistidas a 100 milhões de horas por dia, segundo a companhia.

Desde que o Facebook Live começou a ser testado publicamente, uma equipe da rede social se dedica a melhorar a experiência dos usuários. Agora, por exemplo, dá para publicar reações às transmissões com emoticons, além de comentários.

Também há novos filtros de cor para as imagens e é possível desenhar sobre elas. E também passou a ser possível fazer transmissões para um grupo ou evento específico.

Essas atualizações são parecidas com recursos do aplicativo Snapchat, cada vez mais popular entre os jovens. No entanto, Cathcart diz que elas têm menos a ver com a concorrência e mais em aproveitar os recursos dos celulares mais modernos.

“À medida que mais pessoas têm câmeras melhores no celular, temos buscado fazer do vídeo um ponto central do Facebook.”

O Periscope não faz o mesmo?

O Facebook Live pode se tornar ainda uma ameaça ao Periscope, um aplicativo lançado pelo Twitter no ano passado com características bem semelhantes.

Seus fundadores disseram em agosto do ano passado que tinham 10 milhões de contas registradas, um número ínfimo em comparação com o número de usuários do Facebook, que poderão agora fazer transmissões em vídeo.

“Sempre correspondemos às preferências manifestadas por nossos usuários. Por exemplo, quando começamos, o destaque era para fotos. Mas, agora, estamos vendo muita gente adotar as transmissões de vídeo”, afirma Cathcart.

Por sua vez, Zuckerberg fez questão de esclarecer que “esses não são os mesmos vídeos que você pode assistir na TV ou no YouTube”.”É uma nova experiência social”, disse o criador da rede social.

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