Policiais visitam criança que recebeu escolta até a UPA

Dois dias após um enorme susto, os pais de Raíque, bebê que foi ‘escoltado’ por policiais para ser socorrido na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) se declaram aliviados e surpresos com a repercussão do caso. Jucimeire Freire Caparoz, 37, e João Anízio Alves,45, já com o pequeno melhor de saúde e nos braços visitaram o 3°BPM (Batalhão de Polícia Militar) na tarde desta quinta-feira (30) para agradecer os policiais o apoio a família.

Raíque já se recupera bem e pais o levaram ao Batalhão para visita aos policiais -Foto: Gizele Almeida
Raíque já se recupera bem e pais o levaram ao Batalhão para visita aos policiais -Foto: Gizele Almeida

Com um sorriso no rosto, a mãe conta que o bebê acabou liberado da unidade horas depois de ser socorrido. Ela explica que Raíque havia passado por uma consulta na mesma data, no período da manhã, na Unidade e que contava com alguns sintomas mas, que acredita que a febre excesso pode ter gerado a convulsão, fator que fez o casal sair às pressas na camionete o que chamou atenção dos policiais.

“Ele estava ruinzinho de manhã por conta de amidalite, garganta infeccionada, e teve febre o dia todo, eu mediquei mas não baixava, acho que foi isso que levou a convulsionar. Saímos a toda com a caminhonete, sei que estávamos correndo mas eu só pensava em salvar meu filho”, disse.

Ela cita que o casal notou que era seguido pela polícia mas, não parou por conta da preocupação com o filho. De acordo com ela, quando viram que “não ia ter jeito”, decidiram parar e o intuito foi de que seriam multados.

“Nós vimos que estavam atrás, mas pensamos, ‘deixa a multa, primeiro é o nosso filho’. Então continuaram e tivemos que parar, é dever de cidadão. Pensei que iam multar de qualquer forma e fiquei surpresa quando se colocaram para ajudar”, conta.

Ela explica ainda que foi necessário de cinco a seis minutos para reanimar o bebê e que acredita que o tempo economizado por conta do apoio no caminho foi precioso, já que a situação poderia ter se agravado e até mesmo fatal.

“Ele estava convulsionado e com isso perde oxigênio no cérebro e com o passar dos minutos perde mais, poderia não ter dado tempo de salvá-lo se demorasse, o que era perigoso acontecer por conta do trânsito, sinaleiros, com a PM foi rápido e na Upa quando perceberam a gravidade nos atenderam muito bem”, conta.

O policial Diego Pereira Alves, 30, foi quem fez as imagens do auxílio prestado que ocorreu juntamente aos policiais Fábio Oliveira Pinzan, 32, e Paulo Lobo Santos, 32, e conta que o veículo em alta velocidade em uma região que já é um tanto quanto “suspeita” foi o que gerou um alerta na equipe. Ele conta que quando percebeu a situação não teve dúvidas em ajudar, ação que agora é motivo de alegria e de ainda mais incentivo ao trabalho cotidiano.

“Eles seguiam em alta velocidade e quando começamos a perseguição não pararam, o que nos coloca ainda mais em alerta, além do que alí é um local razoavelmente perto do trevo da Bandeira e tem muitas ocorrências de tráfico. Quando vi ela, com o bebê desmaiado no colo, foi instintivo ajudar, ver ele hoje bem com certeza nos emociona, é muito bom ver que pudemos ajudar, ficamos mais dispostos com isso certamente”, afirma.

Para o pai, os policiais foram como “anjos da guarda”. Ele cita agora está aliviado e sempre que possível buscará estar em contato com os profissionais, inclusive levando o filho para visitas.

“Eles apareceram na hora certa, fizeram um trabalho perfeito, sou muito grato, quero poder seguir com amizade com eles e trarei o Raíque sempre que possível para que o vejam crescer”, destacou.

Já quanto a repercussão do caso, ele conta que tem guardado todos os materiais, para que assim que o filho for maior um pouco contar para ele do acontecido. Ele afirma que se o filho se motivar a ser policial com o ocorrido, ficará bastante satisfeito.

“Fiquei surpreso com o alcance que o ocorrido tem tomado, vou guardar tudo que sair na mídia para mostrar a ele, vai ser importante para ele, assim que ele entender. Se ele optar por ser policial futuramente por isso ou por outras razões claro que ficarei muito feliz”, pontua. (Com Informações Dourados News)

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