Policiais Federais se reúnem para discutir sucateamento e aumento no índice de suicídios na categoria

Cerca de 50 servidores da Polícia Federal participaram hoje de um encontro na OAB-MS (Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Mato Grosso do Sul ) e no Sinpef-MS (Sindicato dos Policiais Federal em Mato Grosso do Sul) para discutir a crise do sucateamento de infraestrutura e de recursos humanos no órgão.

Segundo o presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), Jones Leal, além desse motivos o assédio moral por parte de superiores tem levado a categoria a um alto índice de suicídios, 20 nos últimos 3 anos, sendo 2 no Mato Grosso do Sul. De acordo com Leal, atualmente 30% dos funcionários da PF, entre agentes, papiloscopistas, escrivães e peritos criminais, tomam algum tipo de medicamento controlado e o simples afastamento do trabalho pode agravar a situação.

O presidente da Fenapef faz duras críticas a PEC 412, que busca autonomia administrativa e financeira para a Polícia Federal, “Essa PEC não nos traz nada de bom, nós teríamos um quarto poder, e um poder armado”. Ele complementa que a proposta só aumenta o risco de corrupção, “Ela é na verdade a PEC 37 com outra roupagem”.

No Estado existem 550 policiais federais em atuação. Por conta da fronteira seca o presidente do Sindicato dos Policiais Federais em MS (Sinpef-MS), Jorge Caldas, afirma que esse efetivo deveria ser 3 vezes maior. Além disso ele explica que há uma necessidade urgente para que sejam construídas novas delegacias em Corumbá e Ponta Porã, que segundo ele, não oferecem as condições mínimas para os policiais desempenharem suas funções.

O número reduzido de participantes na reunião intersindical, foi explicado por Leal como mais um sinal da crise, “O superintendente regional, Edgar Marcon, convocou uma reunião interna com os policiais hoje de manhã para boicotar o evento, isso é um forma de assédio”, afirma.

Luana Campos

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