Policiais civis fazem paralisação de 24h em todo o Estado; categoria poderá entrar em greve

Após rejeitarem a proposta do governo estadual referente à negociação salarial, policiais civis de todo Estado resolveram paralisar as atividades na manhã desta quinta-feira (05). A manifestação começou às 8h e deve durar 24 horas. Em Campo Grande, os servidores estão reunidos em frente à Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) do Centro.

1add8b31-1e0e-4f1e-8949-8b4fc2ff39de
Em Campo Grande, os servidores estão reunidos em frente à Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) do Centro. Foto: Divulgação/ Sinpol-MS

De acordo com informações do Sindicato dos Policiais Civis de Mato Grosso do Sul (Sinpol-MS), a decisão da paralisação foi tomada durante assembleia realizada no último sábado (30). Entre as principais reivindicações do sindicato, estão o reajuste salarial dos policiais e o fim da custódia de presos em delegacias do Estado. Caso não entrem em acordo com o governo, os policiais poderão entrar em greve. “A classe cansou de promessas não cumpridas e de compromissos que não são honrados. Vamos lutar por nosso reconhecimento por meio de salário digno e vamos mostrar o nosso valor”, declarou o presidente do Sinpol, Giancarlo Miranda.

83cabb84-da75-42fa-a3f9-369577419e5a
Foto: Divulgação/ Sinpol-MS

Conforme determina a lei, apesar da paralisação, as delegacias do Estado estão funcionando nesta quinta-feira com 30% do efetivo e só serão realizadas prisões em flagrante. Em relação à carceragem, não serão realizadas escoltas de presos para hospitais ou consultas ambulatoriais, não haverá visitas, banho de sol e atendimento aos familiares.

f24e1d17-3ec1-4d3e-9400-30b608577b45
Paralisação está acontecendo em todo o Estado. Foto: Divulgação/ Sinpol-MS

No dia 1° de abril deste ano, a a categoria paralisou suas atividades por 12 horas e teve adesão de 70% da base. “Por pouca diferença de votos não foi deflagrada a greve, mas temos certeza que se o governo estadual não apresentar uma proposta plausível, a greve por tempo indeterminado será inevitável”, ressaltou Giancarlo.

Comentários

comentários