Polícia monta megaoperação para prender acusado de executar policial civil

A Polícia Civil já identificou e, com apoio da Polícia Militar e outros organismos policiais, está procurando um foragido da Justiça acusado de executar a sangue frio um policial civil durante uma abordagem no final da tarde desse domingo, 28 de junho, em Tacuru.

José Osmar é apontado como assassino de investigador em Tacuru - Foto: Divulgação
José Osmar é apontado como assassino de investigador em Tacuru – Foto: Divulgação

O investigador Nivaldo José de Almeida foi alvejado na região da barriga, posteriormente na cabeça ao tentar prender o foragido da Justiça, José Osmar Freitas, o “Veinho”, de 27 anos, que é morador em Tacuru e momentos antes tinha ferido outro indivíduo à tido durante uma suposta briga de bar.

Testemunha relatou detalhes do fato

Uma testemunha ocular dos fatos ouvida pela Polícia Civil na noite desse domingo em Tacuru relatou detalhes do crime.

De acordo com o depoimento da testemunha, ele estava em sua residência quando ouviu três tiros e saiu de casa para verificar, quando se deparou com José Osmar, o “Veinho”, caminhando calmamente pela rua com um revólver na mão.

Segundo relatou a testemunha, os disparos que havia escutado teriam sido efetuados por Veinho contra um indivíduo de nome “Leandro” que foi atingido em uma das mãos.

Nesse momento chegou o policial José Nivaldo de Almeida, que mora nas imediações e tentou prender o indivíduo.

De acordo com relato da testemunha, cujo nome está sendo mantido em sigilo, o investigador teria gritado por algumas vezes “polícia, policia, para”.

Nesse instante Veinho teria erguido as mãos. O policial teria dito; “Você está preso” e, segurando sua pistola em uma das mãos, teria tirado a arma do acusado com a outra.

Nesse momento o investigador teria ordenado à José Osmar que se deitasse no chão, foi quando o acusado teria reagido, empurrado o policial e tentado fugir, foi quando José Nivaldo teria passado uma rasteira em Veinho, que acabou caindo ao solo.

Quando o policial deu a ordem para o foragido se deitar de bruço, Veinho teria reagido, avançado em Nivaldo e tomado sua pistola, vindo a efetuar dois disparos contra o agente da lei com sua própria arma.

Ferido com um tiro na altura da barriga e outro possivelmente na perna, o policial se ajoelhou, foi quando o marginal encostou a pistola na cabeça, próximo ao ouvido de José Nivaldo e disse, “isso é para você aprender a não entrar na briga dos outros”, vindo a puxar o gatilho e consolidar a execução sumaria do policial.

De acordo com a testemunha, após executar o investigador, Veinho, que segundo o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJ/MS) responde a processos por tráfico, furto e violência doméstica, fugiu a pé em direção a uma região de chácara, situada na periferia da cidade.

O investigador José Nivaldo de Almeida trabalhava junto a Delegacia de Polícia Civil de Tacuru há pelo menos sete anos. Ele casado e deixa filhos.

A policia solicita a quem avistar ou souber o paradeiro de José Osmar Freitas, o “Veinho”, para que denuncie, mesmo que de forma anônima, na Delegacia de Polícia Civil de Tacuru pelo fone (67) 3478-1199, no número 190, o telefone de emergência da Polícia Militar ou na unidade policial mais próxima.

Comentários

comentários