Polícia Federal cumpre mandados na casa de André Puccinelli

Jackson Nogueira

Policiais federais entraram por volta das 6h desta terça-feira (14) no prédio onde mora o ex-governador de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli (PMDB), em Campo Grande. A ação faz parte da 5ª fase da operação Lama Asfáltica.

Policiais federais entram no prédio onde mora o ex-governador de MS, em Campo Grande (Foto: Reprodução/ TV Morena)

A Polícia Federal também está em outros dois endereços, em Campo Grande. Ambos prédios residenciais.

A operação teria pelo menos 5 mandados de prisão para cumprir, emitidos em investigações sobre atividades criminosas que envolveriam sonegação fiscal, ocultação de bens, enriquecimento ilícito.

A nova operação ocorre quatro dias antes do ex-governador assumir novamente o comando do PMDB regional de olho nas eleições 2018.

Em maio deste ano, policiais estiveram no apartamento de Puccinelli, no bairro Jardim dos Estados, e o levaram em viatura caracterizada à Superintendência da PF. Foi cumprido mandado de condução coercitiva. Em 2016 a primeira busca no local, no âmbito da operação Fazendas de Lama.

Policiais e servidores da Controladoria-Geral da União (CGU) e da Receita Federal foram também à Secretaria de Estado de Fazenda e à Secretaria de Estado de Educação, ambas no Parque dos Poderes, à casa do filho do ex-governador, fazendas, à empresas de informática, frigorífico e residências.

Outras fases da operação

A primeira operação da Polícia Federal (PF) sobre desvio de dinheiro público em gestões anteriores do governo do Estado foi deflagrada em 9 de julho de 2015. A ação apurava fraude em obras públicas. Em uma delas, grama que deveria ser plantada ao longo de três rodovias era substituída por capim. Todos os investigados negaram as acusações.

Em 10 de maio de 2016 a segunda fase da investigação: a operação Fazendas de Lama. Esta foi a primeira vez que a PF esteve na casa do ex-governador André Puccinelli. Investigação da PF, CGU e Receita indicaram que o dinheiro obtido com corrupção foi usado para compra de fazendas, daí o nome da ação.

Em julho de 2016 CGU, Receita e PF deflagraram a terceira fase da operação: a Aviões de Lama. Apurações apontaram que os investigados sobre corrupção estavam revendendo bens de alto valor e dividindo o dinheiro com diversas pessoas, com objetivo de ocultar a origem.

A quarta fase foi em maio de 2017. Conforme a PF, os alvos direcionavam licitações públicas, superfaturavam obras, faziam aquisição fictícia ou ilícita de produtos e corrompiam agentes públicos. Os recursos desviados resultaram em lavagem de dinheiro.

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