Polícia apresenta quadrilha suspeita de 10 desaparecimentos

A polícia apresentou nesta sexta-feira (11) parte de uma quadrilha que foi presa uma operação coordenada pelas delegacias Deaij (Delegacia Especializada de Atendimento à Infância e Juventude) e a Delegacia Especializada de Repressão ao Crime de Homicídio.. Segundo as investigações, mais pessoas podem estar envolvidas no desaparecimento de nove adultos e adolescentes usuários de drogas.

Investigações apontam que desaparecimento ocorreram nos últimos 4 anos
Investigações apontam que desaparecimento ocorreram nos últimos 4 anos

Foram apresentados Luiz Alves Martins Filho, Diego Vieira Martins, Rudy Pereira da Silva, Geová Ferreira Ovasco vulgo “Vasco”, Geová Ferreira Lima Filho, Ariane de Souza Gonçalves, Andréia Conceição Pereira e Wagner Vieira Garcia acusados de realizar a ‘Exploração da Miséria”, já que agiam com o objetivo de aliciar dependentes químicos, que possuem situação financeira baixa. Outros 2 membros do grupo de criminosos participavam de uma audiência de custódia.

Segundo a polícia, eles fazem parte de uma associação criminosa de tráfico de drogas e exploração sexual de menores. Durante as investigações, surgiu a informação de quem uma jovem tinha sido assassinada e o corpo estaria enterrado em uma área de chácaras na região norte da capital.

A polícia fez escavações em uma estrada de terra, mas nada foi encontrado. O trabalho da polícia começou há dois meses a partir da morte de Leandro Aparecido Nunes Ferreira de 28 anos anos, que teria sido assassinado pelo irmão de uma das vítimas. Ele foi ferido a tiros e se envolver em um acidente, no dia 6 de setembro, na BR-163, em Campo Grande.

Durante as apurações do caso, a polícia descobriu que um adolescente tinha matado Leandro porque o irmão desse menino estava desaparecido e era vítima do grupo liderado pelo criminoso. A partir daí, o adolescente colaborou com a polícia e deu detalhes sobre o esquema.

Conforme a polícia, Leandro e pelo menos mais sete pessoas, entre elas duas mulheres, aliciavam adolescentes que viviam nos bairros Danúbio Azul, Taquaral Bosque, Jardim Montevidéu e Estrela Dalva. para que eles fossem abusados sexualmente. As vítimas eram vulneráveis e muitas delas viviam em situação de miséria.

Além de lucrar com os programas sexuais a que os adolescentes, meninos e meninas, eram submetidos, o grupo também ganhava com o aumento do tráfico de drogas na região.

Quando algum adolescente queria deixar o esquema ou se desentendia com cliente ou líder do grupo, os bandidos desapareciam com as vítimas. A suspeita da polícia é que os adolescentes eram assassinados.

Durante as diligências foram encontradas drogas, uma arma de fogo e 70 “galos de rinha”, o que resultou em três autos de prisão em flagrante, aumentando para 11 presos, sendo duas mulheres.

Apoiaram as diligências: Delegacia Especializada de Repressão a Roubos e Furtos de Veículos (Defurv); Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf); Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Ambientais e Atendimento ao Turista (Decat); Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico (Denar); Delegacia Especializada Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros (Garras).

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