Polícia acha anabolizantes em hotel de atletas na Espanha

A polícia autônoma da região da Catalunha, na Espanha, encontrou nesta segunda-feira mais de 60 seringas usadas, assim como o hormônio sintético EPO, anabolizantes e remédios não dopantes, mas ilegais no país, em um hotel da cidade de Sabadell, próxima de Barcelona, onde estão concentrados cerca de 30 atletas treinados pelo somali Jama Aden, que foi preso.

A operação de busca e apreensão foi realizada após denúncias apresentadas em 2015 pela Agência Espanhola da Proteção e a Saúde no Esporte (Antidoping) e a Associação Internacional de Federações de Atletismo (IAAF) contra uma suposta rede de tráfico de substâncias dopantes.

Em declarações a jornalistas, o conselheiro da secretaria de Interior do governo catalão, Jordi Jané, explicou que a operação aconteceu em seis quartos do hotel Arrahona. Entre os atletas treinados por Aden e concentrados no local está a etíope Genzebe Dibaba, campeã e recordista mundial dos 1.500 metros e apontada como uma das favoritas à medalha de ouro nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro.

Foto: Getty Images
Foto: Getty Images

Além de Aden, foram detidos um de seus assistentes e um fisioterapeuta de nacionalidade marroquina, ambos acusados de um crime de tráfico de substâncias dopantes e de tráfico de medicamentos ilegais. Também foi denunciado um dos atletas, que não teve identidade revelada e não está classificado para os Jogos, informaram à Agência Efe fontes ligadas à investigação.

Seis médicos da IAAF submeteram 27 atletas que treinam em Sabadell sob as ordens de Aden a um exame antidoping, e se os resultados forem positivos, podem sofrer sanções administrativas no âmbito esportivo às vésperas dos Jogos Olímpicos.

Segundo a polícia catalã, a investigação policial começou há mais de um ano, em 2015, diante das suspeitas de práticas dopantes promovidas por Aden na concentração dos atletas em Sabadell.

Nos registros policiais, autorizados pelo juiz, em seis dos quartos do hotel foram encontrados materiais probatórios, como as seringas usadas, assim como substâncias dopantes como EPO e anabolizantes e os remédios para a recuperação intravenosa, segundo Jané.

Entre os atletas que estavam concentrados no hotel há competidores procedentes de Etiópia, Argélia, Sudão, Iêmen, Catar, Egito, Reino Unido e Djibuti, segundo as fontes consultadas pela Efe.

Terra

Comentários

comentários