PMDB terá candidato na Capital e em 10 municípios do Estado

Em entrevista ao programa Tribuna Livre e ao portal Página Brazil, o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, Júnior Mochi (PMDB), admitiu que com a abertura da chamada “janela partidária” – que permitirá que deputados e vereadores mudem de legenda pouco antes das eleições proporcionais deste ano (para prefeitos e vereadores) – o PMDB deve ter seu tamanho reduzido, mas que isso não mudará os planos delineados pelo partido para as eleições de 2016.

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O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, Júnior Mochi (PMDB), falou ao Tribuna Livre sobre os planos do partido para as eleições 2016 no estado. Foto: Silvio Ferreira

Em entrevista ao programa Tribuna Livre e ao portal Página Brazil, o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, Júnior Mochi (PMDB), admitiu que com a abertura da chamada “janela partidária” – que permitirá que deputados e vereadores mudem de legenda pouco antes das eleições proporcionais deste ano (para prefeitos e vereadores) – o PMDB deve ter seu tamanho reduzido, mas que isso não mudará os planos delineados pelo partido para as eleições de 2016.

“É importante salientar que, desde o ano passado, a gente vem afirmando categoriamente, que o PMDB pretende lançar candidatos próprios, de preferência, nos 79 municípios do Estado. Nós temos desenvolvido um trabalho neste sentido e no próximo dia 15, estaremos apresentando uma relação e um diagnóstico de como está a situação do partido em cada um dos municípios de MS, para que a gente possa identificar aquilo que chamamos de candidatura praticamente consolidada, candidaturas potenciais e quais são aqueles locais em que nós não teremos candidaturas mais, em que teremos o trabalho de apoiar outros candidatos. E aqueles outros que não estão em nenhumas das situações que relacionei”.

Mochi explicou: “a partir desta reunião, caberá às lideranças do partido no estado, aos deputados estaduais, aos dois federais, Marun e o Geraldo, e aos dois senadores, o Moka e a Simone, e ao ex-governador, André Puccinelli, dentro de suas áreas de atuação, dentro de suas relações com os municípios, trabalharem para que possamos ampliar o número de candidatos a prefeitos e a termos boas chapas de vereadores.”

O presidente da Assembleia Legislativa fez questão de garantir: “De um modo especial em Campo Grande, existe uma definição: o PMDB terá candidatura própria. Quem é o candidato? Ao longo do mês de março e início de abril, estaremos trabalhando com Campo Grande para estabelecermos um consenso mínimo e a partir daí, iniciarmos um trabalho para viabilizar a candidatura e tornar o candidato competitivo nas eleições municipais”.

Mochi falou dos favoritos da legenda na Capital: “Obviamente, nós temos nomes como os dos senadores Valdemir Moka e Simone Tebet, o deputado federal Marun; os deputados estaduais Maurício Picarelli, do deputado Márcio Fernandes, que está vindo para o PMDB e tem suas bases eleitorais consolidadas na capital e ainda há entre os vereadores, aqueles que tem a pretensão de concorrer. Teremos que chamar a todos, verificar aqueles que colocam o nome à disposição do partido para o processo eleitoral e a partir de uma pesquisa quantitativa e qualitativa, definir qual será o nome que concorrerá às eleições”, avaliou.

Diante de tantos nomes possíveis, questionamos ao deputado se isso não têm gerado conflitos dentro da legenda. Para Mochi, “é natural que isso acabe criando, nesse momento, em função da indefinição. E porque nós teríamos uma candidatura forte no nome do ex-governador André Puccinelli. O fato de o ex-governador já ter negado taxativamente colocar o seu nome a disposição, naturalmente gerou esse problema”, afirmou Mochi.

“Com André, nós teríamos a situação consolidada, quando você tira ele, precisamos definir qual o nome que terá mais condições. Obviamente gera um certo desconforto, mas a partir do momento em que se constrói isso com todos, na hora em que você tem esse nome, ele passa a ser forte, uma vez que as lideranças do PMDB, somadas são fortes e [este nome] vai para o processo eleitoral realmente com chances de vencer.”

No interior do estado, segundo Mochi, “o partido vai naturalmente priorizar pela ordem os dez principais municípios de MS, mas que terá candidato em pelo menos 30 cidades, dos 79 municípios do estado”. O partido hoje está à frente dos municípios de Três Lagoas, Rio Negro e Paraíso das Águas; Terenos, Rio Brilhante e Guia Lopes da Laguna; Rochedo, Corguinho e Bodoquena; Dois Irmãos do Buriti, Jateí e Amambai; Ivinhema, Alcinópolis e Sete Quedas; Maracaju, Vicentina e Laguna Carapã.

Objetivos – “Nos temos em Dourados, que é o nosso maior município após a Capital, uma candidatura forte e consolidada, a do deputado federal, Geraldo Rezende. Em Corumbá, nós tivemos na eleição passada, a nossa candidata à prefeita, a Solange Ohara e nós vamos trabalhar para que ela seja a nossa candidata ou para que nós tenhamos uma [outra] candidatura”, cogitou.

“Nós vamos a Três Lagoas, Ponta Porã, municípios de porte médio como Aquidauana, Paranaíba, Nova Andradina, onde teremos uma candidatura forte, que a do Nenão [Newton Luiz Oliveira]; nós estamos discutindo Naviraí, com uma candidatura extremamente forte e competitiva, que é a do ex-prefeito Zelmo, ou mesmo o Ronaldo Botelho, ex-vice-prefeito; nós temos candidatura forte em Maracaju, do atual prefeito que que é reeleição [Maurílio Ferreira Azambuja]; em Rio Brilhante que é candidato à reeleição [Sidney Foroni]”, relacionou.

“Enfim, você vai olhando pela importância geopolítica de cada um deles, em que o PMDB é um partido estruturado, que têm diretório e nomes. Então, é preciso que a partir da reunião da Executiva, uma reunião com todas as lideranças e presidentes dos diretórios municipais para que a gente possa definir um número bastante expressivo de candidaturas”, finalizou.

Silvio Ferreira

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