Pegou mal; usuário do SUS, contribuinte vai pagar saúde de deputados

Repercutindo negativamente por todo o Estado e até fora dele a aprovação, pela mesa diretora da Assembleia Legislativa, de ato que autoriza o reembolso de despesas médicas dos deputados e seus familiares. Ou seja, o legislativo estadual dispõe de um dos melhores planos de saúde do Estado e, ainda assim, o contribuinte que, quando consegue, usa o SUS, terá de pagar exames e consultas dos seus eleitos.

Foto Roberto Hoga
Foto Roberto Hoga

Se cada parlamentar gastar cerca R$ 50 mil por mês, são R$ 600 por ano. Considerando os 24 deputados estaduais, a conta pode chegar a R$ 17 milhões. Além disso, os deputados têm á disposição atendimento médico na própria Casa de Leis

Segundo o ato da Mesa Diretora, publicado no Diário Oficial Legislativo na última segunda-feira (10), foi autorizado o reembolso de gastos com saúde para deputados, mulheres ou maridos e dependentes.

“O que a mesa fez hoje foi disciplinar um ato de 2011 que dizia que restituiria as despesas de deputados e de responsabilidade do parlamentar”, afirmou Zé Teixeira.

No entanto, a publicação não especifica quais tipos de despesas médicas. O primeiro secretário não soube dizer se um tratamento estético, por exemplo, é caso de ressarcimento.

Zé Teixeira afirmou ainda, que só podem ser contemplados com esse benefício os deputados que não possuírem plano de saúde. E só serão reembolsadas as despesas pelos procedimentos não cobertos pelos planos de saúde.

Cassems

No mês passado a Assembleia Legislativa anunciou que vai passar para a Cassems o serviço de saúde dos servidores da Casa. Segundo Zé Teixeira, uma comissão de parlamentares fez um levantamento dos custos e dos serviços prestados pelo Centro de Saúde existente no Legislativo e concluiu que não havia necessidade de manter uma estrutura como aquela. “Não justificava manter médicos, fisioterapeutas, dentistas, se os servidores já tem a Cassems”, afirmou o primeiro secretário da Assembleia.

Pelo que ficou acertado, no início a Assembleia fará repasse de R$ 50 mil mensais e depois a Cassems vai arcar com todo o custo, cobrando apenas o fator moderador, que será na faixa de R$ 15,00 a R$ 16,00. Zé Teixeira disse que o gasto para manter o Centro de Saúde girava em torno de R$ 400 mil. O dinheiro economizado será usado na manutenção do prédio da Assembleia. “Temos problema de infiltração, o prédio está cheio de goteiras, é preciso impermeabilizar e o banheiro precisa ser reformado”, declarou.

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