Pedra sai da Segov para eleição com mais cinco secretários de Bernal

PedraO titular da Segov (Secretaria de Governo e Relações Institucionais) da prefeitura de Campo Grande, Paulo Pedra (PDT), pedirá hoje (2) sua exoneração do cargo, no último dia de desincompatibilização, seis meses antes, a estar livre para ter candidatura nas eleições de outubro. O pedetista tomou a decisão para esperar colocar candidatura, apesar de estar impedido de exercer funções políticas, após cassação de seu mandato de vereador pelo STF (Supremo Tribunal Federal). Ele que já não poderia estar à frente da secretaria, devido a lei da Ficha Limpa, após condenação por um colegiado, não foi demitido pelo prefeito Alcides Bernal, porque ainda recorre da decisão do STF. Se não derrubar cassação, fica impedido de tentar a reeleição.

Pedra acredita que ainda reverterá a decisão do STF para voltar ainda este ano, ao mandado na Câmara municipal, e por consequência viabilizar a reeleição. Assim, ele quer com a saída, garantir a data estipulada pela Lei Eleitoral para a desincompatibilização, ou mesmo aponta ser coordenador da campanha de reeleição de Bernal. “Estou conversando com o prefeito, ou para tentar ser candidato ou para coordenar a reeleição dele. E para candidatar-se é até hoje pra sair. Aí tenho até agosto para resolver, se é um ou outro. A Justiça tarda mais não falha, tenho sim esperança de ainda reverter decisão de um ministro do STF, com avaliação total do caso, pelo plenário do Tribunal. Vamos aguardar”, disse.

O ainda secretario, ao ser questionado mais uma vez sobre o impedimento e que para ser coordenador da campanha não precisava sair tão cedo, ele ratifica posição de garantir candidatura, e, que posteriormente a Justiça terá que resolver sobre a mesma. “Claro que temos que garantir, pois creio que vai sair algo até agosto. Se não sair, podemos colocar assim mesmo. Mas, vamos aguardar né”, ratificou Pedra sobre possível candidatura, que se registrada, fará com que a Justiça Eleitoral, aprove ou não. E ainda, poderá ser judicializada no futuro recorrente.

A ainda não oficializada, mas praticamente certa saída de Pedra da Segov, fará com que o prefeito faça uma minirreforma no secretariado da Prefeitura devido as desincompatibilizações que vão ocorrer até junho para os titulares que querem concorrer na eleição deste ano. De acordo com o secretário, Paulo Pedra, além dele, também vão pedir para sair outros três titulares.

Saída já confirmadas

Há alguns dias, no mês passado, o então diretor-presidente da Funsat (Fundação Social do Trabalho de Campo Grande), Aldo Rabelo, pediu para ser exonerado justamente para ficar à disposição do PPS partido pelo qual é suplente de vereador atualmente. O secretário de Saúde, Ivandro Foncesa (PP), também já pediu exoneração nesta semana.

Ontem, foi à vez do advogado Wilton Acosta, titular da pasta de Juventude desde outubro passado, sair da gestão de progressista. “Hoje à noite vai ser meu último evento. Vou sair na segunda-feira. Sou pré-candidato a vereador e, se meu partido quiser, a confirmação será feita após reunião em junho”, explicou ele que em 2014 compôs chapa como 2° suplente de senador pelo PP ao lado de Bernal que, à época cassado, disputou o cargo.

Os secretários, de Administração, Ricardo Ballock (PRB) e da Sedesc (Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico), Dharleng Campos (PP), engrossam a lista para se arriscarem a um lugar na Câmara Municipal. Em 2008, ele foi candidato a vereador, porém sem sucesso. Em 2014, ela pleiteou cadeira na Assembleia Legislativa, mas também não se elegeu.

Cassação

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) publicou no Diário Oficial do órgão de 3 de dezembro de 2015, o acórdão da decisão proferida no dia 17 de novembro, que cassou mandato de três vereadores de Campo Grande: Paulo Pedra (PDT), Thais Helena (PT) e Delei Pinheiro (PSD). No caso de Pedra, com secretário municipal, devia também ser afastado devido à Lei da Ficha Limpa, aprovada em 2014 pela Câmara de Vereadores da Capital.

Os vereadores foram acusados pelo Ministério Público Eleitoral por comprar votos nas eleições de 2012. Segundo provas apresentadas pelo MPE, os então candidatos trocavam vales de combustível por votos. No início do ano passado, o trio foi cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral, por captação ilícita de sufrágio, porém recorreram e conseguiram liminar para se manterem no cargo. Porém, no dia 17, o TSE julgou processo e revogou liminares.

Matéria: Lúcio Borges

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