Com delação premiada, mentor deve entregar mais 10 pessoas envolvidas em escândalo sexual

Fabiano Viana Otero, indiciado por corrupção de menores, extorsão e exploração sexual de adolescentes, assinou o pedido de delação premiada nesta terça-feira (28). O suspeito foi levado até o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MP-MS) para formalizar o pedido.

Com a assinatura do acordo, o pedido é encaminhado para o juiz Marcelo Ivo de Oliveira da 7ª Vara Criminal de Competência Especial. O magistrado terá que fazer uma oitiva com Fabiano para ter acesso ao conteúdo da delação premiada e só depois dará o parecer se ela é válida ou não.

O conteúdo da delação trata que Otero pretende entregar mais vídeos e nomes de outras pessoas que teriam participação no esquema de exploração sexual de adolescentes. Em depoimento, ele disse que, pelo menos, dez pessoas se envolveram com as adolescentes.

O advogado Hamilton Ferreira de Almeida disse na semana passada que há uma terceira jovem que também fazia programas. A garota, que não foi ouvida no inquérito policial seria a primeira a ser aliciada por seu cliente, que marcava os encontros por um perfil falso da jovem que há no Facebook.

Um dos indiciados por conta do esquema, Alceu Bueno renunciou ao mandato de vereador nesta terça-feira. A carta de renúncia foi entregue à Câmara Municipal por advogados do político durante a sessão.
Além de Bueno e de Otero, também são suspeitos do crime de exploração sexual o ex-vereador Robson Martins, o ex-deputado estadual Sérgio Assis (sem partido) e o empresário Luciano Pageu.

Caso

Martins e Pageu foram presos no dia 16, em flagrante, quando recebiam dinheiro de Bueno. A defesa deles diz que eles apenas ajudavam o político a se livrar da extorsão. Otero foi preso nesse domingo (26).

O delegado Paulo Sérgio Lauretto, titular da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), que investiga o caso, disse que depois de encontrar com as meninas em locais públicos, os políticos seguiam com elas para motéis. As meninas gravavam os encontros em câmeras escondidas em chaveiros.

As cópias das gravações foram entregues ao MP-MS. O relatório final do inquérito será entregue para que a promotoria decida se vai apresentar a denúncia à Justiça.

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