Pecuaristas são multados em R$ 355,7 mil por criar gado em áreas de preservação ambiental

Policiais Militares Ambientais de Naviraí autuaram ontem (22), dois proprietários rurais por diversas degradações ambientais. Em uma fazenda localizada a 14 km da cidade foram encontrados um dreno em uma nascente, confeccionado para servir de bebedouro para o gado e as áreas de preservação não eram cercadas.

O pisoteio do gado causou degradação de 6 hectares da área de preservação do rio Equaly e 11 hectares do rio Amambai. Além disso, devido ao pisoteio do gado e a falta de conservação do solo na propriedade, foram encontrados quatro pontos de erosões que causavam assoreamento dos rios e nascentes.

As atividades foram paralisadas e o proprietário rural, de 58 anos, residente em Guaratã do Norte (MT), foi autuado por danificar área considerada de preservação permanente (mata ciliar e nascentes) e por erosões e foi multado em R$ 173,9 mil. Ele também responderá por crime ambiental e poderá pegar uma pena de detenção de um a três anos.

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Foto: Divulgação/ PMA

O gado foi apreendido e ficou sob fiel depositário ao infrator, que também foi notificado a removê-lo do local, cercar as áreas protegidas, e também a confeccionar um Plano de Recuperação da Área Degradada (PRADE) junto ao órgão ambiental.

Mais degradações

Em outra propriedade vizinha, os Policiais verificaram os mesmos problemas ambientais. Uma degradação de 22 hectares de áreas protegidas de um curso d’água interno da propriedade, 9 hectares do córrego Redondo e 3 hectares do rio Amambai. Além disso, foram encontradas duas vossorocas causando assoreamento dos cursos d’água. Todas as degradações foram causadas pela falta de conservação do solo e pelo pisoteio do gado. O gado foi apreendido e ficou sob fiel depositário ao infrator, notificado a removê-lo do local e a cercar as áreas protegidas.

As atividades foram paralisadas. O proprietário rural, residente em Paranavaí (PR), foi autuado por danificar área considerada de preservação permanente (mata ciliar e nascentes) e por erosões e foi multado em R$ 181,8 mil. Ele também foi notificado a confeccionar um Plano de Recuperação da Área Degradada (PRADE), junto ao órgão ambiental.

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