Pais reclamam dos transtornos com paralisação dos Ceinfs

A paralisação dos Centros de Educação Infantil (Ceinfs) iniciada na manhã desta quinta-feira(14), tem causado diversos transtornos para muitos pais que necessitam do local para deixar seus filhos para poderem trabalhar ou realizar outras atividades.

A greve foi definida por assembléia na noite de ontem(13), em Campo Grande, por tempo indeterminado. Os trabalhadores da categoria buscam um reajuste de 9% e a redução da jornada de trabalho de 7 para 6 horas. Porem a prefeitura ofereceu somente a redução da carga horária.

Para a dona de casa Priscila Novaes, 32 anos, a greve iniciada nesta manhã a pegou de surpresa, já que os pais não foram avisados com antecedência. “É muito complicado porque a maioria dos pais não tem onde deixar seus filhos, inclusive eu não sou de Campo Grande, então não tenho nem como recorrer a ajuda de familiares. Se eu precisar ir em uma consulta médica não poderei ir já que os meus dois filhos são de colo e é muito difícil se deslocar com as crianças”, conta Priscila.

O vigilante Luiz Alberto da Silva Vasconcelos, 25 anos, sofre com o mesmo problema, segundo o mesmo teve a necessidade de faltar o trabalho hoje para cuidar das duas crianças pequenas. ” Agente acaba se prejudicando no trabalho por conta de não ter onde deixar as crianças, eu tive que faltar para cuidar delas, ai outro dia minha esposa que falta para eu poder trabalhar e assim vamos se virando”, alega o vigilante.
Aproximadamente 1,1 mil funcionários de 99 Centros de Educação Infantil(Ceinfs) e 19 Centros de Referências de Assistência Social(Cras) participam da paralisação.

Paulo Francis

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