Organização diz que não usou vídeo no lance do gol do Peru

Na linha lateral, ao lado do bandeira Nicolás Taran, o juiz conversava com alguém via rádio, o que hoje é proibido pela Fifa

A organização da Copa América afirmou que o árbitro uruguaio Andrés Cunha, que validou o gol de mão eliminando o Brasil da Copa América, não utilizou o auxílio de vídeo para confirmar o lance no domingo (12).

Na jogada, a bola toca no braço do peruano Ruidíaz e entra no gol.

Na linha lateral, ao lado do bandeira Nicolás Taran, o juiz conversava com alguém via rádio, o que hoje é proibido pela Fifa. Cunha demorou mais de três minutos para confirmar o gol.

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Segundo a Folha de S. Paulo, o brasileiro Wilson Seneme, presidente da comissão de arbitragem da Copa América afirma que, de fato, os árbitros não fizeram contato exterior com ninguém durante a decisão.

“Garanto que não houve comunicação nenhuma dos árbitros com pessoas de fora. Os rádios são codificados, então nem seria possível. A instrução que passamos a eles é que levem o tempo que acharem necessário para tomar a decisão, já que, após tomada, não poderá ser alterada.”

De toda forma, Seneme reconhece que o árbitro errou e diz que não deve mais ser escalado na competição.

“Foi uma jogada extremamente difícil, mas o toque de mão existiu e o lance foi ilegal. Vamos conversar com o Cunha, mas torna-se muito difícil que ele volte a atuar nesta Copa América”, afirma.

Seneme aproveitou a polêmica para fazer um apelo para que a Fifa aprove rapidamente o auxílio de vídeo aos árbitros. “Os árbitros não precisariam passar por tanta pressão em lances assim”, diz ele.

Os testes para que os árbitros usem rádio começarão em 2018. (UOL)

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