Operadora do “cafezinho” de Amorin chega para depor no Gaeco

Elza Cristina se recusou a falar com a imprensa e aparentava estar abalada com a situação
Elza Cristina se recusou a falar com a imprensa e aparentava estar abalada com a situação

Depois de apresentar atestado médico alegando gravidez de risco e não comparecer da primeira vez, a secretária do empreiteiro João Amorim, Elza Cristina Araújo dos Santos, está na sede do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Ela vai ser ouvida na investigação iniciada com a Operação Coffee Break, que apura a compra de votos de vereadores para cassar o mandato de Alcides Bernal (PP).

Elza chegou acompanhada de advogado Benedicto Figueiredo. Figueiredo é advogado de Amorim, dono da Proteco, que também é investigado na Operação Lama Asfáltica, da Polícia Federal-, para depoimento às 9 horas desta quinta-feira (24) e apesar dos questionamentos da imprensa, não respondeu a nenhuma pergunta.

Há 20 dias, Elza Cristina havia apresentado atestado médico de gravidez de risco para evitar o depoimento e esclarecer sua atuação como braço-direito do empreiteiro dono da Proteco Construções Ltda.

Sócia de João Amorim, Elza Amaral aparece em várias escutas telefônicas da Polícia Federal na Operação Lama Asfáltica, falando de assuntos de interesse da organização. As interceptações telefônicas foram feitas pela PF com autorização da Justiça Federal. De acordo com as investigações da Lama Asfáltica, ela seria a responsável pelo pagamento de propina e o código usado pelo grupo era “cafezinho”.

Cerca de 20 pessoas já foram ouvidas pelo promotor Marcos Alex Vera, incluindo nove vereadores, empresários e o ex-governador André Puccinelli (PMDB). Outras dez também são aguardadas, dentre elas o ex-prefeito Gilmar Olarte (PP).

A próxima fase da operação deve ser composta por análise dos documentos, de celulares apreendidos e depoimentos.

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