Operação que prendeu Marin abrange contratos da CBF com Nike e transmissão

A operação do departamento de Justiça dos EUA que gerou a prisão de nove dirigentes da Fifa envolve supostos esquemas de corrupção em contratos da CBF. São citados acordos de direitos da Copa do Brasil e com “uma empresa de material esportivo americana”. O ex-presidente da CBF José Maria Marin está entre os detidos na Suíça por policiais.

José Maria Marin está entre os detidos na Suíça por policiais.
José Maria Marin está entre os detidos na Suíça por policiais.

Os cartolas foram presos em Zurique, no Hotel Bar Au Lac, local onde estavam hospedados para participar da eleição para presidente da Fifa, Joseph Blatter no final da semana. Policiais suíços, em cooperação com a Justiça americana, detiveram os cartolas. No total, foram presas 14 pessoas. Entre as acusações, estão lavagem de dinheiro, e fraude.

Comunicado do departamento de Justiça informa que foram pagos mais de US$ 150 milhões (R$ 470 milhões) em propinas, em um esquema que começou em 1991. São pagamentos feitos por empresas para os dirigentes para obter contratos de marketing e de direitos de televisão de competições esportivas.

Entre os campeonatos citados, estão a Libertadores, a Copa América, eliminatórias da Copa do Mundo da Concacaf e a Copa do Brasil. “Outro supostos esquemas relacionados ao pagamento e recepção de propina estão em conexão com o patrocínio da CBF por uma grande empresa de material esportivo dos EUA”, informa o departamento de Justiça Americano. A Nike é a empresa de material esportivo que patrocina a seleção brasileira.

Além de Marin, há outros dois brasileiros envolvidos. Entre eles, está José Hawilla, presidente do grupo Traffic, que já devolveu US$ 25 milhões ao governo americano. Seu grupo de empresas tem subsidiárias nos EUA: participou da intermediação de contratos da CBF no passado, assim como da negociação de acordos de direitos de televisão relacionados à Libertadores e à Copa América. Há outro brasilero preso na operação, José Lazaro, ou José Marguiles, presidente do grupo Valente Copr Somerton.

“Pagamentos obscursos e ilegais, propinas e subornos se tornaram uma forma de fazer negócios na Fifa”, afirmou o James Comey, do FBI. A polícia americana iniciou essa investigação há bastante tempo quando passou a verificar negócios de Chuck Blazer, ex-membro do Comitê Executivo da Fifa. Até agora o presidente da Fifa, Joseph Blatter, não foi atingido e a entidade informou que manterá a eleição no final de semana.

Há investigações relacionadas à última eleição de Blatter em 2011, assim como a pagamentos para seleção da sede da Copa do Mundo de 2022, segundo o departamento de Justiça americano.

UOL

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