Operação Matreiro investiga empresa em licitação para prestar serviços

Em nota atualizada hoje (2), o Ministério da Transparência, Fiscalização e Controle informa que diferentemente do que foi divulgado quarta-feira (31), órgãos federais em Mato Grosso, Rondônia e São Paulo não estão sendo investigados na Operação Matreiro. Na verdade, a operação, deflagrada na quarta-feira pela Polícia Federal (PF), o Ministério da Transparência e o Ministério Público Federal (MPF), investiga  a empresa que participou da licitação para a prestação de serviços nesses órgãos.

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Também em nota, o Instituto Federal de Rondônia (Ifro) informou que “a operação deflagrada pela PF não inclui nenhum dos campi e a reitoria do Ifro, uma vez que o instituto não tem nenhuma contratação com a empresa investigada”. Acrescenta que a empresa participou da licitação, mas foi desclassificada por não atender aos requisitos necessários.

Operação

A Operação Matreiro, deflagrada pela PF, em parceria com o Ministério da Transparência e o Ministério Público Federal apura a prática de fraudes em licitações, com a utilização de documentos falsos. Foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão e sete de condução coercitiva em Porto Velho (RO).

As investigações começaram com fiscalizações do Ministério da Transparência. Elas apontaram irregularidades em documentos apresentados por empresa, durante licitações para a contratação de mão de obra especializada para prestar serviços nos institutos federais de Mato Grosso e Rondônia e no Departamento Penitenciário Nacional de Rondônia.

A empresa investigada tem atuado em licitações do governo federal desde abril de 2015 e está sendo analisada desde a Operação Kamikaze, ocorrida em duas fases. Foram analisadas demonstrações contábeis, atestados de capacidade técnica, carimbos de reconhecimento de firma e guias de recolhimento do Fundo de garantia do Tempo de Serviço, além de informações da Previdência Social, todos com indícios de falsificação.

Foram identificadas ainda irregularidades como a não apresentação de notas fiscais, não compatibilidade do reconhecimento de firma dos documentos e incongruência de atestados na contratação de funcionários, entre outras.

Agência Brasil

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