Operação Falsário: Palestino denunciou esquema de venda de documentos falsos

Um palestino que não teve o nome divulgado foi o responsável pela descoberta de um esquema de venda de documentos falsificados em Mato Grosso do Sul. Segundo informações da Polícia Federal, o responsável pela falsificação dos documentos cobrava R$10 mil por cada um deles. O pagamento era feito via depósito bancário.

Conforme o delegado Cleo Mazzotti, delegado Regional de Combate ao Crime Organizado, as investigações começaram em 2014, com a prisão de um palestino que tentou tirar passaporte na Delegacia de Polícia Federal de Ponta Porã. “Ele chegou a ser preso, mas foi solto após pagar fiança. Depois, ele retornou à delegacia e denunciou o esquema, dizendo que foi vítima pois achava que estava pagando por documentos verdadeiros”, explicou.

Foto: Kerolyn Araújo
Foto: Kerolyn Araújo

Ainda segundo informações da polícia, o estrangeiro disse que nasceu em Pequim, mas tinha nacionalidade palestina. Além dele, a mãe, o pai e um irmão, também pagaram pelos documentos falsos de nacionalidade brasileira. Um outro membro da família que ainda não foi localizado, também teria estaria residindo no Brasil com o mesmo esquema de documentos falsificados.

O esquema

A polícia expediu mandado de busca e apreensão em um cartório do distrito do Areado, em São Gabriel do Oeste, em uma casa na mesma cidade e mais três em Campo Grande. Até o final desta manhã, a PF já havia apreendido documentos, celulares e computadores.

Segundo o delegado Glauber Araújo, da Delegacia de Polícia Federal de Ponta Porã, o esquema envolve um funcionário do cartório, um funcionário público e um árabe que trabalha em um frigorífico. A suspeita é de que o grupo falsificaria mais documentos para pessoas vindas do Líbano e da Arábia Saudita.

 

 

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