Operação do PF investiga obras da Odebrecht na Arena Pernambuco

A Operação Fair Play tem como ponto de partida as suspeitas de superfaturamento da Arena Pernambuco, que custou R$700 milhões. – Foto: Divulgação

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta sexta-feira (14/8) a Operação Fair Play, que investiga suspeitas de superfaturamento na construção da Arena Pernambuco, usado na Copa do Mundo do ano passado.

O custo inicial do estádio era de R$ 530 milhões, mas ao final da obra, custou cerca de R$ 700 milhões. Agentes cumprem dez mandados de busca e apreensão no Recife, em São Paulo, no Rio de Janeiro, em Brasília, Belo Horizonte e Salvador.

Entre os endereços vistoriados pelos policiais, estão a sede do Comitê de Gestão Público-privada de Pernambuco e diversos escritórios da Odebrecht nesses Estados. A PF busca contratos firmados entre empresas e os governos estaduais para compará-los com os termos do acordo firmado para a construção da Arena Pernambuco.

O presidente da empresa, Marcelo Odebrecht, foi preso em junho, acusado de envolvimento no esquema de cartel e desvio de verbas da Petrobrás. No mês seguinte, o juiz Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato no Paraná, aceitou denúncia contra ele e outros executivos por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Marcelo e outros dirigentes da Odebrecht são acusados de crimes nas obras da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), da sede da Petrobrás em Vitória (ES), nos contratos de compra de nafta pela petroquímica Braskem (controlada pela empreiteira em sociedade com a estatal) e nos contratos de navios-sonda para exploração de petróleo em alto mar com a empresa Sete Brasil (criada pela estatal), além do uso de doleiros e offshores em operações de dólar-cabo e movimentações em contas secretas.

Fonte: Agência Brasil

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