Operação Bataclan em'casas de tolerância' visa coibir exploração de adolescentes

A Polícia Civil, sob a coordenação da Deops (Delegacia Especializada de Ordem Política e Social) desencadeou a “Operação Bataclan”, na noite da última sexta-feira, 19, e madrugada de sábado, 20. O objetivo de combater a prostituição de adolescentes nas “casas de tolerância” da Capital. Apenas uma adolescente foi encontrada, uma motocicleta apreendida e duas pessoas presas por porte de entorpecente.

Conforme o delegado titular da Deops, a operação recebeu o nome de Bataclan em alusão ao bordel do romance Gabriela
Conforme o delegado titular da Deops, a operação recebeu o nome de Bataclan em alusão ao bordel do romance Gabriela

Segundo o delegado Maércio Alves Barboza da Delegacia Especializada de Ordem Política e Social (Deops) , durante a operação 24 estabelecimentos de Campo Grande foram fiscalizados. A garota foi encontrada em uma casa do bairro Aero Rancho, mas a exploração não foi confirmada.

Ainda durante a operação, o homem, que estava hospedado no bairro Aimoré foi preso depois de ser flagrado com 280 gramas de cocaína. Segundo a polícia, já existia um mandado de prisão contra ele. Outro cliente foi flagrado com 5,9 gramas de maconha.

O delegado explicou ainda que uma moto furtada foi recuperada depois de 33 buscas em veículos e 203 abordagens pessoais. A operação contou com a participação de quatro delegados e 36 policiais civis.

“Fiscalizamos locais que são frequentados por garotas de programa, mas em nenhum deles foi comprovado a relação do proprietário com prostituição”, detalhou o delegado.

Conforme o delegado titular da Deops, a operação recebeu o nome de Bataclan em alusão ao bordel do romance Gabriela, cravo e canela, de Jorge Amado.

Era no Bataclan que os coronéis do cacau iam em busca de diversão quando vinham das fazendas para acertar negócios e vender cacau.

 

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