Obama diz que visita a Cuba dará mais oportunidade ao povo cubano

Foto Divulgação
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O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse hoje (20) que sua viagem a Cuba, marcada para 21 de março, servirá para “construir um futuro de mais liberdade e mais oportunidade para o povo cubano”. Esta será a primeira visita de um presidente dos Estados Unidos a Cuba em quase 90 anos.

Todo sábado, o presidente faz um pronunciamento à nação sobre o tema mais importante da semana. Ao mencionar a viagem a Cuba – tema do pronunciamento de hoje – Obama disse que conversará com o presidente cubano Raúl Castro sobre os progressos significativos nas relações entre os dois países, desde que os esforços para a reaproximação começaram, há mais de um ano.

Ressaltando que a viagem só foi possível graças aos esforços dos dois países, Obama disse acreditar que “esse engajamento constitui a melhor maneira de promover os interesses e os valores americanos e ajudar a melhorar a vida do povo cubano”.

No pronunciamento, Obama disse ainda que, no encontro com Raúl Castro, reafirmará “valores universais como a liberdade de expressão, reunião e religião”. Em sua estada em Cuba, o presidente norte-americano também se reunirá com membros da sociedade civil e empresários cubanos.

“Vamos também falar diretamente ao povo cubano sobre nossas crenças compartilhadas e sobre o nosso apoio contínuo às medidas que possam construir o futuro que os cubanos querem”, declarou Obama. O presidente reconheceu que existem muitas diferenças em relação ao governo cubano, mas acrescentou que a “transformação desta nova relação [em busca de um entendimento comum] vai levar tempo”.

Desde que anunciou, na quinta-feira (18), sua viagem a Cuba com a primeira-dama Michelle Obama, o presidente norte-americano vem recebendo repetidas críticas de candidatos que se propõem a representar o Partido Republicano nas eleições de novembro. As críticas foram feitas principalmente pelos pré-candidatos Donald Trump, Ted Cruz e Marco Rubio. Eles sugerem que Obama só aceite ir a Cuba depois de receber plenas garantias de que haverá respeito aos direitos humanos no país.

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