Novo hospital psiquiátrico garante tranquilidade para famílias e pacientes

As penas e medidas alternativas dos sul mato-grossenses, os chamados pequenos delitos, como infrações de trânsito ou em alguns casos os réus primários, tornaram-se, em pouco mais de um ano em uma nova estrutura de atendimento a pacientes com transtornos mentais da Capital. A iniciativa, proposta pelo Juiz do Tribunal de Justiça de MS, Albino Coimbra, arrecadou pouco mais de R$346 mil reais para compra de materiais de construção civil e móveis para a unidade anexa ao hospital psiquiátrico Nosso Lar, que deverá atender 40 pacientes a partir dos próximos meses. Desde 2009, mais de R$9 milhões foram destinados a instituições filantrópicas por meio da Central de Execução de Penas Alternativas (CEPA).

Batizado de Centro de Recuperação psicossocial Maria Edwiges Borges, o hospital terá atendimento intermediário entre o ambulatorial e a internação, segundo a diretora do Nosso Lar, Ângela Barsante, “O paciente passará o dia sob os cuidados de uma equipe multiprofissional e atendimento médico emergencial”. O atendimento será das 8 às 18h, onde os paciente são envolvidos em atividades como cultivo de horta, ateliê de pintura, academia de ginástica, passeios culturais, caminhadas pela orla, esportes e recreação.

Coimbra afirma que é muito reconfortante ver concretizada uma obra que atende um público que enfrenta tantas dificuldade, “Transformamos o que a sociedade produz de pior que são os crimes em obras sociais dessa importância”. Para ele esse atendimento facilita a vida dos familiares, que muitas vezes são de baixa renda e não tem estrutura para dar o aporte que os pacientes necessitam, e dessa maneira poderão trabalhar sossegados.

O prédio de 390 m² foi construídos por internos do semi-aberto de Campo Grande. De acordo com o desembargador João Maria Lós, presidente do Tribunal de Justiça de MS, essa foi uma chance para essas pessoas que cometeram crimes de  praticar uma atividade honesta e vendo o fruto de seu trabalho na sociedade, podem expandir seus horizontes, “O mais importante é a convicção de que eles podem ter de que são úteis, e nós vemos que aquela atividade que um dia foi do mal se reflete em uma atividade que agora é do bem”.

O governador do Estado, Reinaldo Azambuja esteve presente na inauguração do Hospital Dia, e se comprometeu a participar da manutenção financeira do local.

O nome da obra é uma homenagem a fundadora do Hospital Nosso Lar, Maria Edwiges Borges, que na década de 40 sensibilizou-se pelas condições dos doentes mentais que eram levados para as cadeia públicas da cidade. Em 1966 ela consolidou o hospital que completa 50 anos em 2016.

Luana Campos

 

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