Novo assassinato de empresário comove a população de Ponta Porã

O comerciante Carlos Ayala Gonçalveso de 40 anos foi morto a tiros de pistola 9 milímetros na noite de sábado (19) em Ponta Porã, a 326 quilômetros de Campo Grande, na fronteira com o Paraguai. A Polícia Civil informou  que a esposa e dois filhos da vítima também foram atingidos pelos tiros, mas não correm risco de morrer.

Empresário foi morto e esposa e filhos ficaram feridos (Foto: Aqui News)
Empresário foi morto e esposa e filhos ficaram feridos (Foto: Aqui News)

Conforme a polícia, o empresário trafegava pela Vila Aurea na caminhonete dele, quando, por volta das 22h (de MS), um homem em uma motocicleta se aproximou do veículo e atirou.

De imediato, segundo a polícia, a vítima jogou o automóvel em direção ao suspeito, que perdeu o controle da direção da moto e caiu. Logo em seguida, o suspeito fugiu a pé e abandonou o veículo.

A vítima também perdeu o controle da direção da caminhonete e bateu em um poste.

Junto ao empresário estavam a esposa e duas crianças, filhos do casal. Todos foram atingidos pelos disparos. A mulher foi ferida no rosto por um tiro de raspão, e as crianças no braço e na perna.

A família foi encaminhada para um hospital da cidade, mas o empresário não resistiu aos ferimentos e morreu na unidade de saúde.

Segundo a Polícia Civil, exames papiloscópicos serão realizados na motocicleta do suspeito para tentar identificá-lo.

Quarta morte

De acordo com a Polícia Civil, entre os dias 14 e 20 setembro, quatro mortes foram registradas na fronteira com o Paraguai.

Na última terça-feira (15) o ex-prefeito e ex-deputado estadual Oscar Goldoni (PDT) foi assassinado. O delegado Claudineis Galinari ressaltou que a vítima foi executada a tiros, no momento em que chegava ao Detran (Departamento Estadual de Trânsito) do município.

Já na sexta-feira (18), dois homens foram encontrados mortos com cadeados na boca. “Lacraram a boca das vítimas. Eles também tinham várias perfurações de tiros de pistola calibre 40, de marca federal do Paraguai e de uso restrito, inclusive nas nádegas, o que podemos deduzir que colocaram as vítimas para correr e atiraram”, explicou Patrick Linares, da 2ª Delegacia de Polícia Civil.

 

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