Novo arrastão no Parque das Nações faz mais vítimas roubadas e feridas

O maior parque da Capital recebe milhares de visitantes todo fim de semana (Foto: Divulgação/CG Turismo)
O maior parque da Capital recebe milhares de visitantes todo fim de semana (Foto: Divulgação/CG Turismo)

A segurança no maior parque de Campo Grande está precária, levando perigo e violência. Dentro e ao redor do Parque das Nações Indígenas, jovens e famílias perderam a tranquilidade depois que vários casos de arrastão estão sendo registrados em menos de dois meses. O Parque, que é considerado uma das maiores reservas do mundo, dentro de um perímetro urbano, foi palco mais uma vez, na noite deste domingo (02), de ataques de bandidos. Pelo menos 10 pessoas foram agredidas e tiveram seus pertences levados por um grupo de adolescentes. Este já é o 6º caso noticiado pela equipe da Página Brazil nas últimas semanas, como o ocorrido também no domingo passado com dezena de vitimas.

O jovem Gabriel Alex, 18 anos, uma das vitimas, contou à reportagem que estava com seu amigo Cláudio Carvalho, 22, tomando tereré em um movimentado ponto dentro do maior parque da Capital, quando um grupo com aproximadamente 30 adolescentes os atacaram com tapas, chutes e até golpes de skate, que alguns tinham com instrumento de lazer ou disfarce para realizarem a ação criminosa na área.

De acordo com Gabriel, além de sofrerem agressões, tiveram seus pertences roubados pelo grupo, que ainda fizeram novas ameaças de maior violência. “Eu ainda tentei conversar para tentar recuperar a mochila, eles me ameaçaram dizendo que iam me dar uma facada”, relata.

Os dois amigos, ao saírem do Parque, encontraram outras vítimas que também foram atacadas pelo grupo. Kaio Venze, 18 anos, foi golpeado com um skate e estava com sangramento em várias partes do corpo. Segundo informações, um casal com uma filha pequena também sofreu o ataque.

Sem ajuda e trauma

Com medo, os jovens saíram do Parque e tentaram abrigo no shopping, mas foram barrados pelo segurança que não permitiu a entrada dos dois, por onde eles tentaram acesso. Assim, eles ficaram sem ajuda, no próprio parque, que não tinha segurança policial e nem mesmo quando buscaram socorro.

Por meio de redes sociais, as vítimas contaram o fato e relataram ter visto apenas um policial fazendo a ronda no parque, que recebe milhares de pessoas.

Gabriel disse que tentou fazer o boletim de ocorrência online, mas como houve agressão, não conseguiu. “Nunca mais vou lá, estou traumatizado”, finalizou o jovem ao relembrar de um dos piores momentos de sua vida.

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