Não foi só Amarilla. Paraguai afasta auxiliares de Corinthians x Boca

A APF (Federação Paraguaia de Futebol) incluiu o bandeirinha Carlos Cáceres na lista dos profissionais suspensos por tempo indeterminado. Cáceres integrou o trio de arbitragem do jogo Corinthians 1 x 1 Boca Juniors, pela Libertadores de 2013, jogo colocado em suspeita após escuta telefônica.

Paulinho reclama com a arbitragem após gol anulado do Corinthians contra o Boca Foto Almeida Rocha/Folhapress
Paulinho reclama com a arbitragem após gol anulado do Corinthians contra o Boca Foto Almeida Rocha/Folhapress

No início da tarde de segunda-feira, a AFP comunicou o afastamento do árbitro Carlos Amarilla e do assistente Rodney Aquino, que participaram da polêmica partida da Libertadores no Pacaembu.

Com a inclusão de Cáceres, a Federação Paraguaia colocou na “geladeira” o trio completo que arbitrou o duelo que representou a eliminação do Corinthians no torneio de 2013.

Amarilla, Cáceres e Aquino retornarão ao quadro de arbitragem da Federação do Paraguai somente quando o caso for esclarecido.

A escuta que comprometeu o trio de arbitragem

Uma das conversas exibidas pelo programa “La Cornisa de TV America” levanta suspeitas sobre a arbitragem de Amarilla, que prejudicou o Corinthians no duelo contra o Boca Juniors. Amarilla é paraguaio.

O diálogo em questão envolve Julio Grondona, então presidente da AFA (Associação do Futebol Argentino), que morreu em 2014, e Abel Gnecco, representante argentino no comitê de árbitros da Conmebol, e se dá em 17 de maio de 2013, dois dias depois do Boca eliminar o Corinthians em pleno Pacaembu.

Na ocasião, Amarilla anulou dois gols do Corinthians e deixou de marcar dois pênaltis para os brasileiros.

Amarilla negou ter participado do suposto esquema tramado entre Federação Argentina e Conmebol.

Na conversa gravada, Gnecco relata como foi a decisão pela escolha do juiz paraguaio. Ele conta que o acordo foi feito com Carlos Alarcón, representante paraguaio na Comissão de Árbitros da Conmebol que lhe teria ligado para oferecer Amarilla para apitar o duelo válido pela Libertadores.

“Estive falando com Alarcón e ele me disse: ‘Estão querendo o Amarilla aí na Argentina?'”, começa Gnecco no relato a Grondona. E ele teria respondido ao paraguaio: ‘Olha, se querem eu não sei, eu quero. Coloque ele e deixe de me encher o saco. Alarcón, ponha o Amarilla e deixe de me ferrar’.

Gnecco continua seu relato para Grondona, comemorando a decisão: “Bom, foi assim, ele colocou… E saiu bem porque, bem, tem de ser assim”.

UOL

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