“Nanicos” e avulsos formam lista de 15 candidatos a prefeito de Campo Grande

siglasAs candidaturas para as eleições municipais 2016, a prefeito e vereadores, tem hoje (5) o último dia de prazo para serem definidas em convenções partidárias obrigatórias. Até o momento, em Campo Grande, apesar ou devido a toda crise sócio-politica-administrativa, o número de postulantes a disputar a Prefeitura já é recorde com 15 candidatos lançados, passando até a previsão feita pelo Página Brazil no mês de abril. A matéria apontava 13 concorrentes, entre partidos de grande projeção ou com certa influência no cenário político, como o PMDB, PTB e PDT, que não viabilizaram nomes. O pleito eleitoral na Capital terá a chuva de candidatos a prefeito com partidos, aproveitando o momento para se lançar como a ‘alternativa’, bem como sendo de lançamento ou ‘batismo’ de pelo menos três legendas, recém criadas, que farão a primeira disputa eleitoral. Veja abaixo todos os nomes, com um resumo de suas ideias, que passam pelo campo real, como irreal, ou que já estão fora de aplicabilidade em uma gestão local.

O pleito deste ano, será marcado por duas surpresas maiores, que fica por conta, dos chamados ‘nanicos’, que lançaram a maioria dos nomes, como ainda, a inédita não disputa do PMDB. Eles que até então formam o maior partido de MS e que deteve o poder quase que hegemônico no município, por mais de 20 anos, mesmo com o lapso dos últimos quatro anos, quando começou a decair e não elegeu o sucessor, após cinco gestões seguidas. O PT, também influente, mas com os problemas nacional e sem fazer liderança local, perdeu espaço e até disputa, mas entra como pequeno concorrente na busca pelo Paço Municipal. Mas, mesmo com mais de uma dezena de candidatos, em tese o pleito terá três nomes mais ‘conhecidos’ ou que aglutinaram maiores partidos e lideranças do Estado e município. Alcides Bernal (PP), busca a reeleição, e, Rose Modesto (PSDB) e Marquinhos Trad (PSD) formam o triunvirato que disputará com maior chance de conquistar os votos.

Os inúmeros propalados problemas traz a dúvida no grande número de concorrentes, onde se faz o questionamento: Por que tantos partidos nanicos envolvidos nestas eleições? Com poucas chances de vitória, quais as razões para tamanha ousadia? Seria realmente questão de ideologia, uma causa social relevante ou mera estratégia para burlar a legislação e ser recompensado com parte do poder?

O PPS, REDE, PT que já são conhecidos e terão candidatos já até de renome publico, como os demais que formam a dezena de pequenos partidos, justificam e propalam que, diante do ‘caos’ que se convencional na administração do município, se lançam para mudança no histórico e sistema da Capital, em oportunidade de maior escolha do eleitor, para quebrar as disputas de mesmos grupos políticos e até familiar, bem como prometendo ‘inovações’ na administração municipal. “Isso pode ou não ser considerado positivo, pois não se pode confundir quantidade com qualidade. Não há nem necessidade de analisar o potencial de cada um, já que o eleitor poderá fazê-la pelo currículo deles e postura na campanha. E aí, ‘bate uma saudade de outros tempos’”, aponta o cientista politico Eron Brun.

Candidatos avulsos e promessas

PRP
Renato Gomes

O corretor de imóveis Renato Gomes será o candidato à prefeito do PRP, que vem com uma chapa pura. Aos 56 anos, Renato terá como slogan seu “CPF de credibilidade”.

O PMB (Partido da Mulher Brasileira) confirmou o ex-deputado federal, Pedro Pedrossian Filho, como prefeitável. Apesar do sobrenome conhecido e de já ter tido cargo eletivo, o partido faz sua primeira eleição, após sua criação em 2015. A sigla preferiu lançar candidatura própria e chapa pura, tendo como vice a empresária Maria Freitas (PMB). O candidato diz que sua prioridade é colocar a cidade em “pleno de vapor” novamente, dando ao eleitor voz ativa no poder público. “Teremos novos Pedrossianinvestimentos, com um grupo preparado para administrar a cidade, dispondo de funcionários competentes que vão tocar os projetos”.

O PSDC confirmou o nome do seu presidente estadual, Elizeu Amarilha, como candidato. Ele que já foi diversas vezes candidato, vem também sem coligação com outras legendas. O partido também lançou o seu filho, o administrador de empresa, Márcio Marques Mattos, como candidato a vice. “Será a chapa majoritária em família”, disse Amarilha. Ele ratifica que aElizeu Amarilha durante convenção do PSDC na capital de MS (Foto: Reprodução/TV Morena)  principal bandeira é o “compromisso com a família”, levando em conta os preceitos da Constituição Federal. “Temos que tornar Campo Grande um lugar mais feliz, onde as pessoas terão empregos aqui, não vão precisar ir para São Paulo ou até fora do País”.

A Rede Sustentabilidade, também na sua primeira eleição em Campo Grande, após criação em 2014, decidiu lançar o nome do advogado e empresário Roberto Oshiro, para disputar. A legenda agora busca fazer novas alianças, na chapa proporcional para vereadores. No mês passado, a Rede ensaiou uma aliança com o PPS, em torno do nome do ex-secretário estadual Athayde Nery. No entanto na reta final, resolveu lançar candidato próprio. Esta é sua primeira eleição na cidade e em todo País, depois de sua criação oficial.

Rede oficializa Roberto Oshiro como candidato a prefeito da capital de MS (Foto: Fabiano Arruda/TV Morena)
Rede oficializa Roberto Oshiro

Pelo PPS, Athayde Nery, se lançou e o partido ratificou como candidato. Ele defende uma gestão transparente, com eficiência e rapidez nos serviços públicos, mas que tenha a participação direta da população, no que chama de “governança participativa”.

No PRTB, o empresário, 48 anos, solteiro, ensino superior completo e bens de R$ 422 mil compõe o perfil de Adalton Garcia de Freitas, como o candidato.

Coronel David (centro) durante convenção do PSC (Foto: G1)
Coronel David (centro) durante convenção do PSC (Foto: G1)

O PSC, também estreando traz o deputado estadual e ex-comandante da PM (Polícia Militar) de MS, coronel David, que foi oficializado pelos social cristão. Em sua campanha, afirma que focará a profissionalização da gestão pública e criação de mecanismos de controle.

O PSOL lançou o nome da estudante de história, Rosana Santos, para disputa da prefeitura. Em chapa pura, o partido ainda indicou o professor Henrique Nascimento como vice. A legenda resolveu apostar em novas lideranças, tanto que será a primeira eleição dos dois. Eles querem uma gestão voltada aos trabalhadores e na questão social. Também na área de mobilidade urbana, a intenção é fazer uma auditoria nos contratos do transporte público, inclusive fazendo a “municipalização” do serviço. PSOLPSTU

 

 

 

O servidor público Suel Ferranti foi escolhido novamente como representante do PSTU, com a intenção de apresentar o projeto de “esquerda socialista” à população de Campo Grande. “Estamos empolgados, nosso objetivo sempre é levar nossa mensagem, que é fazer a defesa do trabalhador, participando dos debates e discussões da cidade”, diz.

O vereador Marcos Alex é o candidato do PT, que tem várias proposta já publicada pelo Página Brazil. O dois finais são Aroldo Figueiró pelo PTN e Marcelo Bluma – PV, que não tivemos acesso a dados confiáveis.

Alianças e maiores partidos

A candidatura de Rose pelo PSDB contará com apoio de mais sete partidos: PR, PSB, PDT, SD, PRB, Pros e PSL

Já Marquinhos Trad do PSD foi oficializado e fechou alianças com o PTB, DEM, PEN, PTdoB, PMN e PHS.

O prefeito Alcides Bernal do PP, como ocorreu na sua eleição deve caminhar sozinho com seu partido, em chapa pura.

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