Na estreia de Cuca, Palmeiras perde de novo do Nacional e se complica

Após quatro rodadas, a equipe cai para o terceiro lugar do grupo 2

Na semana passada, o Nacional venceu o Palmeiras no Palestra Itália e causou a demissão do técnico Marcelo Oliveira. Ontem a noite, no Uruguai, o time estragou a estreia de Cuca no comando do time, venceu por 1 a 0 e complicou de vez a vida alviverde na Copa Libertadores da América.

O Palmeiras de Dudu correu sem parar, mas em vão (Foto: AFP)
O Palmeiras de Dudu correu sem parar, mas em vão (Foto: AFP)

O Palmeiras pouco finalizou, mesmo terminando a partida com quatro atacantes em campo. A defesa, contudo, voltou a se mostrar confusão e deixou Nicolás López livre para marcar o único gol da partida, aos cinco minutos do segundo tempo, garantindo a festa no estádio Gran Central, em Montevidéu.

A situação do Verdão fica ainda mais complicada. Após quatro rodadas, a equipe cai para o terceiro lugar do grupo 2, estacionado nos quatro pontos, a quatro do Nacional, líder da chave, e a três do argentino Rosario Central. O lanterna é o River Plate uruguaio, com dois pontos.

Para ficar com uma das duas vagas do grupo, o Palmeiras precisa fazer sua parte diante do Rosario, na Argentina, no dia, e recebendo o River Plate, no dia 14. Antes, o time entra em campo pelo Campeonato Paulista, às 18h30 (de Brasília) deste domingo, enfrentando o Grêmio Osasco Audax, em Osasco.

Cuca armou o time pensando em preencher no meio-campo, apostando na dinâmica de Gabriel, Arouca e Zé Roberto para bloquear a passagem dos jogadores do Nacional. A estratégia ofensiva se baseava na velocidade de Allione e Dudu para se juntar a Alecsandro.

O bloqueio às ultrapassagens do Nacional deu certo, já que as linhas da defesa e do meio-campo estavam próximas. Como Alecsandro incomodava até o zagueiro Polenta, restava aos anfitriões os chutões vindos de Victorino. O problema era quando esses lançamentos iam em direção aos laterais do Verdão.

Lucas e Egídio não acertavam quase nada e, para piorar, não se continham para cometer faltas, independentemente da proximidade da área. Em jogadas pelos lados, o time uruguaio levou perigo em finalizações de Barcia, López e Fernández. Pouco diante da presença fixa da equipe no campo palmeirense, mas com a entrada da área de Fernando Prass bem bloqueada.

A maior dificuldade dos comandados de Cuca, no entanto, era atacar. Quando tinha a bola, a equipe logo a perdia por carregá-la demais ou, pela falta de opções em contra-ataques, errar o passe. Além disso, o Nacional cometia falta já no círculo central quando sentia que poderia correr algum perigo, causando também tumultos frequentemente.

Agachado à frente do banco de reservas, Cuca balançava a cabeça negativamente até passar os últimos minutos do primeiro tempo orientando Robinho e Gabriel Jesus. O time foi para o intervalo sem finalizar nenhuma vez e os próprios jogadores se reuniram no gramado para acertar o posicionamento antes de irem para os vestiários.

Robinho e Gabriel Jesus, como se previa, foram as apostas de Cuca para dar vida ofensiva ao Palmeiras. Saíram Allione e Egídio e, com eles, a presença do time apenas marcando em campo. O Verdão se espalhou, com mais qualidade para trabalhar a bola e, logo aos dois minutos, Gabriel Jesus recebeu de Robinho na cara de Conde e parou na defesa do goleiro.

Quando a esperança cresceu, o torcedor palmeirense se lembrou que sua defesa só funciona quando está completamente protegida. Aos cinco minutos, Sebastian Fernández dominou a bola entre os zagueiros e a prendeu até rolar para Kevin Ramírez cruzar da esquerda. A área estava cheia de jogadores vestindo verde, mas nenhum foi capaz de perceber Nicolás López livre para abrir o placar.

Atrás no placar, o Palmeiras provou que a melhora dos primeiros minutos foi só uma impressão. A única mudança em campo foi a postura do Nacional, atuando atrás do meio-campo. Cuca resolveu, então, jogar seu time à frente, trocando o volante Gabriel pelo atacante Barrios aos 22 minutos do segundo tempo.

A equipe se expôs, como ficou claro quando Fernando Prass saiu aos pés de López para evitar o segundo gol aos 25. Para azar de Cuca e do Palmeiras, porém, a maior presença no campo adversário não adiantou nada além de uma falta que Robinho recebeu na área e o árbitro não marcou pênalti, aos 37, e uma finalização de Alecsandro em cima de Conde, já nos acréscimos.

FICHA TÉCNICA
NACIONAL 1 X 0 PALMEIRAS

Local: Estádio Gran Parque Central, em Montevidéu (Uruguai)
Data: 17 de março de 2016, quinta-feira
Horário: 21h45 (de Brasília)
Árbitro: Carlos Vera (Equador)
Assistentes: Juan Macias e Flavio Nall (ambos do Equador)
Cartões amarelos: Porras e Nicolás López (Nacional); Lucas, Alecsandro e Arouca (Palmeiras)

Gol:
NACIONAL: Nicolás López, aos cinco minutos do segundo tempo

NACIONAL: Conde; Santiago Romero, Victorino, Polenta e Espino; Porras, Carballo, Barcia (Cabrera) e Kevin Ramírez (Tabó); Nicolás López e Sebastian Fernández (Eguren)
Técnico: Gustavo Munúa

PALMEIRAS: Fernando Prass; Lucas, Edu Dracena, Vitor Hugo e Egídio (Robinho); Gabriel (Barrios), Arouca, Allione (Gabriel Jesus) e Zé Roberto; Dudu e Alecsandro
Técnico: Cuca

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