Muricy reclama de stress e revela a tendência de não ser mais técnico

Ao que tudo indica, a carreira de Muricy Ramalho como técnico de futebol realmente acabou. Em entrevista exclusiva a Nilson Cesar para o Plantão de Domingo, da Rádio Jovem Pan, o tetracampeão brasileiro adiantou que descansará até o fim de 2016 e revelou que, de fato, muito provavelmente nunca mais trabalhará à frente de um banco de reservas – ele tem sofrido constantes problemas de saúde nos últimos anos e, há algumas semanas, teve de deixar o comando técnico do Flamengo após ser internado com arritmia cardíaca.

Muricy Ramalho muito provavelmente não trabalhará mais como técnico de futebol (Foto: Flamengo/Divulgação)
Muricy Ramalho muito provavelmente não trabalhará mais como técnico de futebol (Foto: Flamengo/Divulgação)

“Não tenho nada grave, mas a tendência, realmente, é que eu não volte mais a ser treinador”, disse Muricy Ramalho, durante a conversa exclusiva com Nilson Cesar. “Em 2016, é certo que eu não trabalho mais. O meu problema é stress, é emocional, e eu não tenho jeito de me acalmar, de ser mais ou menos. Eu sou um cara muito intenso no que faço. Sei que outras pessoas conseguem controlar isto, mas não é o meu caso. A pior função é a de técnico. É muito duro, difícil. O cara não ganha jogo, ele só perde. Ele não fica feliz, só aliviado. A tendência é que eu passe a trabalhar em outras funções”, acrescentou.

A decisão definitiva, de acordo com Muricy, será tomada apenas daqui a alguns meses. É quase certo, contudo, que, a partir de 2017, ele começará a ocupar cargos mais elevados: ligados ao futebol, mas distantes das quatro linhas – até porque sua família não quer vê-lo mais trabalhando como técnico. “A função que caberia bem seria a de coordenador técnico, supervisor técnico… De fazer a ligação entre a diretoria e a comissão técnica de um clube”, contou. 

“Acho que caberia bem, porque eu teria a experiência de avaliar o treinador e auxiliá-lo no que fosse possível. Esse é um trabalho que me agrada. Claro que teria de ter um pouco de autonomia, porque no Brasil é raro que isso aconteça, e óbvio que haveria muito trabalho, mas seria muito menos desgastante que o de técnico”, explicou.

Enquanto isto, Muricy Ramalho aproveita para curtir mais um tempo de descanso ao lado da família. No ano passado, após dar alguns sustos e ser internado, ele já deixou o comando técnico do São Paulo para cuidar da saúde – situação que se repetiu há algumas semanas, quando ele novamente teve uma arritma cardíaca e precisou ser hospitalizado.

“Estou vivendo um pouquinho mais com a família agora… Tive um probleminha sério novamente. Muita gente tem arritmia, mas, quando ela começa a se repetir, aí, sim, torna-se perigosa. Então, estou cuidando mais da minha saúde e, de vez em quando, fazendo umas comprinhas no supermercado, que é o que eu gosto”, finalizou, em tom bem-humorado. (Jovem Pan)

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