Multa rescisória vira problema e trava R$ 19,5 mi da Crefisa ao Palmeiras

A parceria entre Palmeiras e Crefisa segue com problemas. No começo dessa semana, o clube alviverde deixou de receber o pagamento do patrocínio pelo terceiro mês seguido. O entrave está ligado a algumas divergências contratuais: a principal delas diz respeito a uma eventual rescisão de contrato.

Paulo Nobre e Leila Pereira em janeiro, na divulgação do novo uniforme (Foto: UOL)
Paulo Nobre e Leila Pereira em janeiro, na divulgação do novo uniforme (Foto: UOL)

O Palmeiras entende que a multa para a quebra do vínculo teria de chegar aos 100% do restante do contrato. A Crefisa, no entanto, acredita que o repasse teria de ser menor, caso o fim da parceria vire realidade antes de dezembro deste ano — a empresa não cogita sair do clube e até faz planos para uma renovação.

O aditivo de contrato foi criado em fevereiro, após o Palmeiras enfrentar a Ferroviária com a marca Avanti na camisa. O fato foi o estopim para as duas partes entrarem em rota de colisão e fez com que o patrocinador quisesse mudar alguns pontos do acordo.

Desde então, a Crefisa parou de fazer o repasse mensal de R$ 6,5 milhões (no último dia 1º, o montante chegou a R$ 19,5 milhões). A empresa aguarda o retorno do aditivo para voltar a repassar a verba — o documento hoje se encontra no jurídico do Palmeiras. É mútuo, porém, o desejo de resolver a situação até a estreia no Brasileirão, marcada para o dia 14.

A última versão do documento foi direto para as mãos de Leila Pereira, uma das donas da Crefisa, que é advogada. Ela foi aconselhada a “parar de ficar tropeçando em pedra pequena”, em relação a itens considerados de menor importância, para, assim, encerrar a “guerra entre jurídicos”. (UOL)

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