MPF denuncia Giroto, Amorim, Beto Mariano e mais 10 pessoas por lavagem de dinheiro

O MPF (Ministério Público Federal) de Mato Grosso do Sul denunciou nesta quinta-feira (16) ex-deputado federal Edson Giroto, o empresário João Krampe Amorim, o ex-prefeito de Paranaína e ex-deputado estadual Wilson Roberto Mariano e mais 10 pessoas por lavagem de R$ 45 milhões em verbas públicas desviadas, segundo a apuração levantada pela Operação Lama Asfáltica. A 3ª Vara Federal de Campo Grande, especializada em crimes de lavagem de dinheiro e contra o Sistema Financeiro Nacional analisará o pedido.

Giroto, Amorim e Beto Mariano Foto Montagem
Giroto, Amorim e Beto Mariano Foto Montagem

Segundo o MPF, a investigação da Lama Asfáltica apontou que os envolvidos participaram da lavagem de valores que superam R$ 45 milhões. O dinheiro que era fruto ed desvio de recursos se transformava lícito através de compra de fazendas em nomes de parentes.

Se as denúncias dos procuradores forem aceitas, os investigados serão réus no processo criminal que tramitará na 3ª Vara Federal de Campo Grande.

Foram denunciadas à Justiça, além de Giroto, Beto Mariano e João Amorim, os seguintes investigados: Flávio Henrique Garcia Scrocchio, Rachel Rosana de Jesus Portela Giroto, João Afif Jorge, Mariane Mariano de Oliveira Dornellas, Maria Helena Miranda de Oliveira, João Pedro Figueiró Dornellas, Ana Paula Amorim Dolzan, Ana Lúcia Amorim, Renata Amorim Agnoletto e Elza Cristina Araújo dos Santos.

O MPF também pediu à Justiça que a prisão preventiva dos investigados que já estão detidos seja mantida. São eles Giroto, João Alberto Krampe Amorim dos Santos, Ana Paula Amorim Dolzan, Elza Cristina Araújo dos Santos, Flávio Henrique Garcia Scrocchio, Rachel Rosana de Jesus Portela Giroto, Wilson Roberto Mariano de Oliveira e Mariane Mariano de Oliveira Dornellas.

LAMA ASFÁLTICA

A investigação da Polícia Federal em parceria com outras instituições revelou que a organização crimonosa operou de 2007 a 2014 e tinha livre influência no Governo do Estado, através da Secretaria de Obras.

Os desvios eram principalmente focados em recursos que o Estado obtia com a União e com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

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