MPF ajuíza ação de improbidade contra ex-governador por coagir servidores

O Ministério Público Federal (MPF) em Mato Grosso do Sul ajuizou ação de improbidade contra o ex-governador André Puccinelli (PMDB) por violação de princípios administrativos. O peemedebista é suspeito de coagir servidores comissionados de duas secretarias estaduais para apoiar e votar em candidatos da coligação dele na eleição de 2012.

Foto Reprodução do vídeo que gerou a denúncia
Foto Reprodução do vídeo que gerou a denúncia

Na visão do MPF, além da prática de ilícito eleitoral, a conduta do ex-governador “viola os deveres de honestidade, imparcialidade, legalidade e lealdade, tal como atenta contra os princípios da impessoalidade e moralidade administrativa”.

O Ministério Público, através do Núcleo de Combate à Corrupção (NCC), quer que o político seja punido tanto na esfera cível, por improbidade administrativa, quanto na eleitoral e pagamento de multa civil, no valor de R$ 2.544.409,00, e proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios.

A denúncia surgiu depois que o MPF recebeu um vídeo que mostra Puccinelli em uma reunião com comissionados. A gravação mostra o político listando, nominalmente, servidores de secretarias estaduais e ordenando que eles informassem em quais candidatos votariam para os cargos de prefeito e vereador. A reunião foi realizada no diretório estadual do PMDB.

Segundo a assessoria do MPF, o processo foi distribuído na terça-feira (19). A Procuradoria Regional Eleitoral (PRE) manifestou pela condenação do ex-governador no fim de 2015, quando recebeu o vídeo – encaminhado ao MPF em grau de recurso eleitoral – por abuso de poder econômico, político e de autoridade, com a declaração de sua inelegibilidade até 2020.

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