MPE vai ouvir todos vereadores na época que Bernal foi cassado

O presidente em exercício da Câmara Municipal de Campo Grande, vereador Flávio César esteve na tarde dessa quarta-feira (9), na sede do Ministério Público Estadual de Mato Grosso do Sul para entregar pessoalmente a resposta ao Ofício encaminhado pelo procurador-geral de Justiça, Humberto de Matos Brites.

Flávio César após reunir-se com procurador-geral de Justiça, na quarta-feira (Divulgação / CMCG)
Flávio César após reunir-se com procurador-geral de Justiça, na quarta-feira (Divulgação / CMCG)

O Procurador havia enviado à Casa de Leis Ofício cobrando providências do Legislativo Municipal acerca de vereadores envolvidos em investigações.

Além de Mário Cesar (PMDB), afastado da presidência da Câmara, no dia 25 de agosto mais 8 vereadores foram conduzidos ao Gaeco para depor Paulo Siufi (PMDB), Edil Albuquerque (PMDB), Airton Saraiva (DEM), Chocolate (PP), Gilmar da Cruz (PRB), Carlão (PSB), Edson Shimabukuro (PTB) e Jamal Salem (PMDB), além de Eduardo Romero (PTdoB), Otávio Trad (PTdoB) e Flávio César (PTdoB) que tiveram, junto com os demais, os celulares apreendidos. No entanto, o Gaeco tem chamado também muitas pessoas na condição de testemunha – os procedimentos são todos sigilosos.

Também os 29 que eram vereadores quando a Câmara Municipal cassou o prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP), devem ser chamados a dar esclarecimentos ao Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado). O órgão investiga se houve compra de votos de parlamentares para cassar o então chefe do Executivo Municipal.

Vereadores que deixaram a Câmara também serão ouvidos. Neste grupo estão o ex-governador Zeca do PT, o deputado federal Elizeu Dionizio, a deputada estadual Grazielle Machado e a vice-governadora Rose Modesto

De acordo com Flávio César, o objetivo da visita foi entregar em mãos a resposta ao pedido de providências encaminhado pelo Ministério Público. “Deixamos claro que a Câmara está efetivamente cumprindo seu papel, dentro da lisura e do que preconiza o Regimento Interno. O Ministério Público nos recomendou que tomássemos as providências cabíveis e vimos a real necessidade de se criar essa Comissão de Ética e Decoro Parlamentar, que é o fórum legítimo segundo a Resolução 1.044/03”, afirmou.

Flávio César destacou ainda que fez um convite para que o Ministério Público encaminhe um representante para acompanhar os trabalhos da Comissão de Ética “para dar total legitimidade, transparência e segurança à sociedade de que a Câmara Municipal não irá se furtar de cumprir o seu papel, buscando dar uma resposta o mais rápido possível em relação aos fatos investigados”, disse Flávio César.

Comentários

comentários