MPE revoga férias de Marcos Alex para finalizar trabalhos da Coffee Break

O MPE (Ministério Público Estadual) revogou nesta sexta-feira (8) a portaria nº 2875/2015 que concedia férias para o promotor Marcos Alex Vera de Oliveira para dar continuidade às investigações da Operação Coffee Break. O coordenador do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) estava com as férias marcadas de 7 a 16 de janeiro de 2016.

Marcos Alex, coordenador do Gaeco, teria férias até 16 de janeiro
Marcos Alex, coordenador do Gaeco, teria férias até 16 de janeiro

A revogação foi publicada no Diário oficial do Ministério Público. O promotor já voltou a atuar, nesta sexta-feira, assim como os demais servidores, estavam em recesso.

Ainda segundo o Ministério Público, atos de revogações de férias como este são comuns, em virtude da necessidade de concluir determinados trabalhos investigatórios, como é o caso da Coffe Break.

Em dezembro passado, especulações, depois confirmadas, davam conta de que o promotor deixaria o cargo de coordenador do Gaeco, o que fez o MPE convocar uma coletiva para explicar a situação. A informação era de o procurador-geral de Justiça, Humberto Brites, teria dito que o promotor agiu de forma irresponsável e Marcos Alex teria reagido com xingamento.

Na ocasião da entrevista coletiva, realizada na sede do MPE, o procurador-geral em exercício, Paulo Cezar Passos, disse que Marcos Alex deixaria a coordenação depois da finalização e entrega da investigação a justiça, que deve ocorrer em até 60 dias, afirmou, na época.

De acordo com a assessoria do MPE, as diligências da investigação que apura suposto esquema para cassar o prefeito Alcides Bernal (PP) retornaram oficialmente ontem (7), quando terminou o recesso do Poder Judiciário. Os promotores Thalys Franklyn de Souza e Tiago Di Giulio Freire foram designados para auxiliar o trabalho do Gaeco, que já contava com a participação de Marcos Roberto Dietz, Emy Louise Souza de Almeida e Claudia Loureiro Ocariz Almirão.

O relatório final deve ser reescrito após as polêmicas envolvendo o documento. Com as críticas, Marcos Vera chegou a pedir para deixar o comando da instituição depois de suposta briga com o procurador-geral Humberto Brittes, que continua de férias. Em nota divulgada à imprensa, Marcos Alex afirmou que por “falhas de comunicação” ocorreram divergências internas, mas que o problema foi resolvido.

 

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