MPE quer bloquear R$ 84 milhões de investigados na Lama Asfáltica

Em coletiva a imprensa na tarde desta quinta-feira (18), o Ministério Público Estadual confirmou, que pediu à Justiça o bloqueio de R$ 84 milhões em bens de empresas, pessoas físicas e servidores públicos com a conclusão da 1ª fase da Operação Lama Asfáltica.

Os promotores que integram o grupo montado para conduzir a Lama Asfáltica Foto Paulo Francis
Os promotores que integram o grupo montado para conduzir a Lama Asfáltica Foto Paulo Francis

De acordo com a promotora Cristiane Mourão, os recursos de empresas, particulares e servidores públicos ficaram disponíveis “para garantir o ressarcimento do prejuízo causado ao Estado”. Foram apurados crimes de terceirização ilegal de serviços públicos, danos ambientais, desvios de recursos públicos e enriquecimento ilegal de políticos e funcionários do Governo.

Na primeira fase, os promotores realizaram 70 procedimentos investigativos, colheram 257 depoimentos, fizeram 237 requisições de documentos e participaram de 41 reuniões com o MPF (Ministério Público Federal), CGU (Corregedoria-Geral da União), PF (Polícia Federal) e TCE (Tribunal de Contas do Estado). No Judiciário, eles ingressaram com 18 ações e quatro recursos, que tramitam em sigilo.

Sem mencionar nomes, a promotora adiantou que ficou comprovada a terceirização ilegal de serviços públicos em empresas de informática, que faturaram R$ 55 milhões em contratos com o Governo do Estado.

Foto Paulo Francis
Foto Paulo Francis

 

A operação foi desencadeada em julho de 2015, depois de trabalho de apuração da Polícia Federal, Ministério Público Federal e Controladoria-Geral da União. O Ministério Público Estadual entrou no caso por envolver recursos públicos estaduais.

Os promotores que integram o grupo montado para conduzir a Lama Asfáltica são Thalys Franklyn de Souza, Tiago Di Giulio e Cristiane Mourão Leal Santos

A Força-Tarefa investiga em outro inquérito a morte dos peixes do Aquário do Pantanal, que terá novos desdobramentos com investigações sobre os contratos da obra. Também foram apurados desvios de recursos públicos nas estradas MS-228, MS-184 e MS-171, todas citadas no relatório da Operação Lama Asfáltica.

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