MPE pede, mas Juíza nega prisão e bloqueia bens por desvio em obra

Pela quarta vez em menos de um mês, o ex-deputado federal Edson Giroto é alvo de pedido de prisão pela Força Tarefa do MPE (Ministério Público Estadual). Desta vez a denúncia é por desvio na obra de reestruturação da MS-184, a Estrada Parque, no Pantanal de Mato Grosso do Sul. No entanto, a juíza Eucelia Moreira Cassal, da 3ª Vara Criminal de Campo Grande, negou a nova prisão, mas determinou o bloqueio dos bens dos envolvidos no desvio.

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Foram bloqueados os bens do ex-secretário estadual de Obras e ex-deputado federal, Edson Giroto, da ex-presidente da Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos), Maria Wilma Casanova, de engenheiros, empresários e funcionários públicos.

As irregularidades alvo de investigação da Força-Tarefa do MPE foram apontadas em auditoria de obras do Governo do Estado. Por causa de suspeita de irregularidades, nove pessoas, entre elas o ex-deputado Giroto e o empresário João Amorim, foram presas no dia 10 de novembro, quando prestaram depoimentos para explicar as obras da recuperação da MS-228, em que as empreiteiras Provias e Proteco Construções foram contratadas para executar uma obra de R$ 4,9 milhões, mas só investiram cerca de R$ 2 milhões.

Três dias depois, em 13 de novembro, suspeitas de irregularidades na MS-171 motivaram novas prisões preventivas, desta vez decretadas a dez pessoas. Conforme a investigação, a empresa Proteco Construções Ltda. foi contratada para realizar cerca de 95 m³ de cascalhamento na rodovia, porém menos de 22 m³ foram realizados. Em outro trecho, a empresa deveria realizar 90 quilômetros de cascalhamento, mas só executou 63 deles. Neste caso, a medição foi de R$ 4,5 milhões, mas a empresa só deveria receber R$ 1,8 milhões, logo, o prejuízo chega a R$ 2,6 milhões.

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