MPE aguarda respostas sobre falta da vacina da H1N1

A gripe H1N1 já se espalha por mais de 10 Estados brasileiros somente neste ano de 2016. O alto número de infectados antes mesmo do inverno assustou famílias de todo o Brasil e deu inicio a uma corrida por vacinas, remédios muito álcool em gel para tentar evitar a doença.

Em Mato Grosso do Sul a situação não é diferente, pois 32 óbitos já foram confirmados até o momento, e um o problema detectado foi a falta de disponibilidade da vacina de imunização pela Sesau. Diante deste episódio o MPE (Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul), instaurou um inquérito civil para investigar a insuficiência na quantidade de vacina contra a gripe e a baixa nos estoques do medicamento Tamiflu que é utilizado para conter o avanço do H1N1.

A promotora de justiça Filomena Fluminhan, explicou ao postal de notícias Página Brazil, na tarde desta quinta-feira(2), que após a instauração do inquérito foi solicitado esclarecimentos tando da secretária de estado de saúde quanto da secretária municipal, visando ter informações do percentual imunizado até o momento, o número de doses disponibilizadas e se há previsão de novas remessas.

“Em relação a esses questionamentos o estado e município ainda estão respondendo, pois os mesmos solicitaram uma dilação do prazo, porem o município deu uma resposta em relação a cobertura na qual alega que houve uma imunização de 93%, assim atingindo a meta de 80% do grupo prioritário de risco. Nós discordamos do município de Campo Grande, em relação a cobertura de 93%, porque analisando o relatório concluirmos que dois sub-grupos importantes, que é o das crianças e gestantes, não atingiram essa meta de 80%”, ressalta a promotora.

Filomena destaca que o objetivo principal desse inquérito civil é proporcionar a população do grupo de risco o direito a obter a vacinação e fazer a regularização da distribuição do medicamento Tamiflu.

Em relação a esse medicamento a promotora frisa que foi feito uma recomendação ao ministérios estadual e municipal de saúde para que fizessem gestão junto ao ministério da saúde para obter o mesmo, já se encontravam em falta nas unidades de saúde de Campo Grande.

“Já no sábado(28), nós obtivemos um retorno do secretario adjunto de saúde nos informando que o estoque já havia sido regularizado. Portanto em relação a esse medicamento houve uma rápida regularização de estoque e esperamos que ocorra o mesmo em relação a vacina”, destaca.

Segundo dados, todo o receio com a gripe A começou em 2009, quando o vírus apareceu pela primeira vez e pouco se sabia sobre ele. Nesta época a doença se espalhou pelo mundo rapidamente e infectou mais de 50 mil pessoas causando cerca de 2.000 mortes.

A Dra. Andrea Marcia Cunha Acosta, que trabalha na área de Pneumologia, aproveitou a oportunidade para falar um pouco da H1N1 e fazer algumas orientações a toda população da Capital e interior. A especialista explica que o H1N1 é uma doença respiratória aguda e é diferente de um gripe por ser causada por um subtipo distinto do vírus influenza e é transmitida por gotículas respiratórias como no momento da fala, tosse, espirro, entre outros.

“Um dos métodos de prevenção é evitando a proximidade de pessoas que estejam espirrando e tossindo, o ideal é que você tenha uma distancia segura para conversar com essa pessoa. Se você for a pessoa que estiver tossindo ou espirrando, de preferencia utilizar lenço descartável, ou se nao tiver no momento, utilizar a parte do antebraço para espirrar e não na mão, e não se expor em locais que hajam muita aglomeração e fechados” afirma.

Andrea faz uma observação aos pacientes que além da gripe, febre e fraqueza apresentarem uma falta de ar, caso isso ocorra é necessário buscar atendimento médico imediatamente pois esse é um dos principais sintomas da H1N1.

Paulo Francis

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