Movimentos bloqueiam rodovias e reivindicam Reforma Agrária com presidente do Incra em Campo Grande

MST_incra2Os Movimentos Sociais em Mato Grosso do Sul que debatem e lutam pela Reforma Agrária se mobilizam nesta terça-feira (28) para receber em manifestações por o Estado, o presidente do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), Leonardo Góes Silva, nomeado pelo presidente interino, Michel Temer (PMDB). Ele estará hoje em MS e sua recepção será uma grande mobilização dos movimentos de luta pela terra, para reivindicar a retomada dos processos de Reforma Agrária, que está paralisada. O pedido de reunião e os protestos contará com pelo menos oito entidades, como o MST e Fetagri, que são os mais conhecidos e maiores do Estado, mas que se juntam e agregam a organização de um grupo unitário de debates sobre a questão no Estado.

O Movimento estará em protesto em estradas do Estado, pela situação da Reforma Agrária em Mato Grosso do Sul, que já vem há alguns anos a passos lentos e principalmente após a decisão do TCU (Tribunal de Contas da União) está totalmente paralisada, para uma determinada revisão e apurações sobre contratos realizados, mas que não “saem do papel” e não permite a continuidade de outros possíveis processos.

Os oito grupos paralisaram diversos pontos das estradas de Mato Grosso do Sul, em Rio Brilhante, Itaquiraí, Vale do Ivinhema, Três Lagoas, entre outros. Além disso, estão desde as 6h30, em um grupo, na sede do INCRA de Campo Grande, localizada no centro da Capital. A mobilização estadual das trancas das rodovias segue por toda a manhã e os movimentos aguardam um posicionamento para se reunir com o presidente do Incra Nacional no período da tarde, mobilizados na sede do Instituto em CG.

Neste grupo estão os maiores movimentos sociais do país e de MS, como o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), a Fetagri (Federação dos Trabalhadores na Agricultura de MS), o MSTB (Movimento dos Sem-Terra Brasileiros), a CUT (Centra Única dos Trabalhadores), a Ligas Camponesas, o Movimento Novo, o Movimento Camponês de Luta pela Reforma Agrária (MCLRA) e a Organização de luta pela Terra (OLT).

Pauta

MST_incraAs pautas reivindicadas vão além da paralisação da Reforma Agrária e passam pela falta de assistência técnica e acesso aos programas de fomentos para as mais de 27.832 famílias assentadas, em cerca de 204 assentamentos, espalhados por todo o Mato Grosso do Sul. Outro ponto que os movimentos que se mobilizam nesta terça discordam é com a recente exoneração do superintende do INCRA em MS, Humberto de Melo, que havia sido um nome de consenso das maiores organizações sociais de luta pela terra e que teve poucos meses de trabalho à frente do órgão.

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