Paciente diagnosticado com raiva morre no HU

Faleceu às 7 horas da manhã de hoje(13), o piscineiro identificado como Flavio de Moraes, de 38 anos, que foi diagnosticado com raiva humana em Corumbá e posteriormente transferido para Campo Grande. Ele estava internado desde o dia 18 de abril para o Hospital Universitário (HU), em Campo Grande.

Segundo o médico infectologista Mauricio Pompílio, o paciente estava sendo monitorado nos últimos dias e inclusive no domingo(10), deu-se inicio ao protocolo atestando a morte encefálica, quando nesta manhã seu quadro evoluiu para uma parada cardíaca. Ele estava internado desde o dia 18 de abril para o Hospital Universitário (HU), em Campo Grande.

De acordo com o médico neurologista Nilson Moro Junior, o vírus entrou no corpo da vitima através da saliva do cachorro contaminado. ” O vírus subiu pelo nervo até o sistema nervoso central e causou uma serie de complicações, que foi a perda de controle da pressão arterial, descontrole da frequência cardíaca, descontrole de eletrolitos, que são substancias importantes para nossa sobrevivência e agora ele evoluiu para um edema cerebral importante, que foi o que levou a parada cardíaca do paciente”, explica o neurologista.

Pompílio também ressalta que mesmo com o desfecho sendo a morte, o período de observação do paciente poderá ajudar a melhorar no tratamento dos próximos pacientes, isso localmente ou a nível nacional. ” Esse período de sobrevivência do paciente, que foi de 30 dias após a entrada dele no serviço de saúde, foi uma expectativa longa de sobrevivência já que a maioria dos pacientes em até duas semanas ou no máximo 20 dias. E com isso nós conseguimos com os exames de controle que foram encaminhados ao Instituto Pasteur a comprovação da negativação do vírus da saliva e se em alguns tecidos esse vírus ainda estava presente, ele já não era mais passível de transmissão”, afirma o médico.

Nilson ainda alerta que se uma pessoa for mordida por um cão de origem desconhecida deve ser vacinado imediatamente. “Quando um paciente é mordido se faz um tratamento precoce, a profilaxia que no caso não deixará o vírus evoluir para raiva humana. Se a pessoa é mordida hoje e toma a vacina adequadamente e segue o protocolo que é regido em todo o Brasil ele não vai ter a doença”, explica o neurologista.

Entenda o caso

Conforme a assessoria do hospital, o homem morava em Corumbá, e contraiu a doença depois de ser mordido por um cachorro. Ele foi transferido para a capital sul-mato-grossense no dia 18 de abril com sintomas da raiva humana, que foi confirmada por exames.

O paciente recebeu tratamento experimental contra a doença. A terapia salvou a vida de um adolescente em 2008 no estado de Pernambuco. Ainda segundo o boletim médico, durante a internação o paciente teve alteração renal e pressão baixa, que foram controladas com medicação.

Segundo dados do Ministério da Saúde, o último caso de raiva humana em Mato Grosso do Sul foi registrado em 1994. (fonte: idest.com.)

Paulo Francis

 

Comentários

comentários