‘Modelo ideal ou resolver problemas de anos’, questiona governador sobre resultados da Caravana da Saúde

Solenidade de ampliação da Caravana da Saúde na Capital (Fotos: Lúcio Borges)
Solenidade de ampliação da Caravana da Saúde na Capital (Fotos: Lúcio Borges)

A Caravana da Saúde em Campo Grande, em seu “Dia D” na manhã deste sábado (14), contou com uma solenidade especial, onde o governador Reinaldo Azambuja questionou sobre o que seria a avaliação de terceiros ou mesmo, na decisão do que ele teria que resolver, quanto a busca por um ‘modelo ideal’ de reformulação da Saúde Pública de Mato Grosso do Sul e uma formula de resolver problemas urgentes da área e acima de tudo das pessoas, que estão há anos em uma “fila enorme”. Azambuja, lançando uma programação especial parar ampliar ações e serviços da Caravana na Capital, apesar da mesma já estar atendendo a quatro dias, foi enfático na defesa do Projeto ‘simples’, avaliando dados de bons resultados e resolução dos problemas imediatos da população ante a aplicação de um ‘modelo grandioso’.

Azambuja falou da “fila enorme” que existia na área da Saúde do Estado, que ainda após um ano do Projeto, se descobriu que a realidade era ainda pior, onde “o enorme, era ou passou, se aflorou para muito mais do que se apontava um cadastro de 17 mil pacientes em espera de atendimento e resolução de um problema de saúde, até simples, que se arrastava há anos. O enorme ficou gigante”, mencionou inicialmente o governador, que também ressaltou a forma de aplicação da Caravana, em parcerias com as prefeituras que se cria uma ‘estrutura’ que ficará no local. O chefe do Executivo estadual, a partir de então questionou o que seria o ‘modelo ideal’ e o que seria melhor, se criar um modelo ideal ou resolver, ou no mínimo amenizar, a questão imediatamente.

“Entramos no governo e vimos que havia um ‘fila enorme’ na área geral e acima de tudo em especialidades médicas que não eram aplicadas. Eram 17 mil pacientes em busca de atendimento, segundo um cadastro, e que o governo só realizava em torno de mil por ano. Assim, idealizamos a Caravana para tentar baixar ao máximo esta fila e se possivel acabar, para além de ajudar, buscar e criar um modelo que não se deixe formar fila novamente. Mas, neste ano que já se passou, com trabalho da Caravana, mostrou algo pior do que se estava no ‘papel’. Não era o muito de 17 mil pessoas parados, pois já fizemos neste periodo, 29 mil cirurgias, e só na etapa da Capital serão os 17 mil. Então vocês veem a quantia enorme de pessoas que estavam aguardando”, mencionou Azambuja.

Prefeito Alcides Bernal elogiou projeto e parceria, conforme publicamos em matéria posterior.
Prefeito Alcides Bernal elogiou projeto e parceria, conforme publicamos em matéria posterior.

Conforme Azambuja, já falou e exaltou hoje, a Caravana veio para diminuir a fila e para passando em cada cidade ou macro região, que se transforme ou comece a modificar a realidade, ficando com resultados e novas conquistas levadas, em estrutura e equipamentos, para ficar na região. “Alguns criticaram ou dizem que isto é paliativo e que não é o modelo ideal de Saúde Publica. Mas eu perguntou então, qual modelo usaríamos ou seria para fazer 45 mil cirurgia dentre um ano, que já realizamos. Qual modelo? É ter um belo hospital, mas que não cabe a todos e é deixar as pessoas sofrendo e esperando? A Caravana veio para diminuir esta fila e deixar uma estrutura regional. A caravana passando, ameniza ou resolve a questão imediata, mas também já é visto, cada realidade, para montar a estrutura regional de funcionamento, no que realmente se faz necessário, como ocorreu na região Norte do Estado, que se necessitava da questão da hemodialise e se levou com a Caravana e ficou por lá para continuar o atendimento nesta questão”, ressaltou.

Dia D

Neste sábado (14), como nos próximos fins de semana, a Caravana terá seu ápice de atendimentos, nos chamados “Dia D”, com uma programação especial de ações e serviços sendo ampliados a partir desta manhã. O projeto, foi aberto em parte do programa na última terça-feira, ficou por completo hoje, com o governador lançando a programação ampliada, que segue até o fim do mês. No Centro de Convenções Albano Franco, onde ocorre a 11ª edição da ação em Saúde itinerante do Estado, hoje o governador, esteve acompanhado de chefes e membros dos Poderes Legislativo e Judiciário, e outros do Executivo.

Presidente do Tribunal de justiça de MS, João Maria Lós, também discursou no evento.
Presidente do Tribunal de justiça de MS, João Maria Lós, também discursou no evento.

Além das consultas e cirurgias, outros 46 serviços serão oferecidos neste sábado. Ao todo, a etapa da Capital tem previsão de realizar 17 mil cirurgias, 12 mil exames e consultas nas carretas da Saúde. O projeto fica na Capital, ocupando aquele espaço até 29 de maio. Contudo, como o chefe do Executivo já anunciou muitos serviços e cirurgias, que são muitas ‘represadas’, já tem programação e só se encerram no mês de Julho.

No local, as pessoas têm acesso a exames, como IMC (Índice de Massa Corpórea), glicemia, papanicolau, HIV, pressão arterial, mamografia, ultrassonografia; consultas nas especialidades de dermatologia, odontologia, ortopedia, neurologia, cardiologia, otorrinolaringologia. A edição atende os municípios da microrregião de Saúde liderada por Campo Grande: Terenos, Sidrolândia, Nova Alvorada do Sul, Maracaju, Ribas do Rio Pardo, Jaraguari, Rochedo, Corguinho, Bandeirantes, Camapuã, São Gabriel do Oeste, Rio Negro, Paraíso das Águas, Figueirão, Chapadão do Sul e Costa Rica.

Outros serviços

Além de serviços como emissão de primeira via do RG, título de eleitor, cartão do SUS, casamento na Justiça Itinerante e doação de sangue. O centro de convenções fica na avenida Mato Grosso, 5017, Carandá Bosque.

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