Júnior Mochi afirma que texto da ‘CPI dos fantasmas’ é genérico e deve ter conteúdo atualizado

O deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, Júnior Mochi (PMDB), participou na manhã desta segunda-feira (28), do programa Tribuna Livre, da rádio Capital 95 FM.

O presidente da AL-MS tratou principalmente da CPI dos fantasmas e procurou esclarecer como é o funcionamento do controle dos servidores da assembleia.

Em entrevista ao PaginaBrazil.com, Mochi explicou o andamento da CPI dos fantasmas e destacou que o Ministério Público também investiga o caso e que as duas linhas de investigação se complementam.

O deputado afirma que o texto da CPI está genérico, não há especificação no lapso temporal a ser investigado e por isso o texto foi devolvido ao relator para que ele possa melhorar o conteúdo, adicionando um lapso temporal viável. “O texto da CPI diz que temos que investigar possíveis funcionários fantasmas da Assembleia nos últimos 30 anos. É um tempo genérico e grande, a CPi tem que durar 120 dias, não tem como investigar 30 anos nesse tempo.”, destaca Mochi.

Segundo Mochi, não há possibilidade da mesa diretora monitorar os funcionários dos gabinetes de cada deputado. Isto é responsabilidade dos próprios parlamentares. O relatório de presença dos funcionários é controlado, assinado e entregue pelos próprios deputados.

“É o deputado que controla os servidores lotados em seu gabinete. No caso de eventual denúncia sobre funcionários fantasmas do gabinete dele, é ele que irá responder porque ele que assinou o relatório de frequência”.

O deputado também declarou que é possível diminuir o número limite de funcionários por gabinete e relatou também que a população cobra isso devido aos últimos acontecimentos relacionados a CPI. Porém os gastos seriam os mesmos.

“Dá pra diminuir o número, mas é importante salientar que existe a verba de gabinete. Cada deputado recebe o esmo valor. Ele pode ter 15 servidores muito bem remunerados ou 25 ganhando menos, por exemplo. O valor sempre será o mesmo e os gastos não diminuem. Essa discussão deve ser mais ampla, deve passar pelo Congresso Federal. Eu acho que dá pra diminuir, mas deve-se discutir muito isso antes, porque precisamos de servidores, mas não precisa chegar a esse valor alto.”, resume Mochi.

 

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