MIS recebe primeira reunião para criar o Plano Setorial do Audiovisual de MS

Foto Divulgação
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Foi realizada na manhã desta quinta-feira (30), no auditório do Museu da Imagem e do Som, a primeira reunião com o objetivo de criar o Plano Setorial do Audiovisual do Estado de Mato Grosso do Sul. Estiveram presentes Andréa Freire, Lidiane Lima, Belchior Cabral, Airton Raes, Claudia Medeiros, Rose Borges e Carolina Sartomen. Segundo a presidente da Fundação de Cultura do Estado e secretária adjunta de Cultura, Turismo, Empreendedorismo e Inovação (Sectei), Andréa Freire, o plano pode ajudar a encontrar caminhos para o audiovisual. “Este núcleo de trabalho é um compromisso com o audiovisual, acima de tudo”.

Ao início da reunião, os presentes foram convidados a se apresentar. Lidiane Lima trabalha no Núcleo de Audiovisual da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul há nove anos, trabalha com a produção do cinema nos festivais (de Inverno de Bonito e América do Sul Pantanal), com o Rota Cine, Fuá e Cine Brasil. É formada em Rádio e TV.

Belchior Cabral trabalhou com teatro no final da década de 1970 e participou da campanha pela regionalização artística no Brasil. Na década de 1990 acompanhou a articulação do pessoal de vídeo independente. Em 2008 e 2009 trabalhou na Ancine e percebeu a importância do audiovisual para a cultura. Nos últimos três anos participou da elaboração do Plano Municipal, que aborda questões técnicas e de políticas públicas, no município de Uruaçu, em Goiás.

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Airton Raes é nascido em São Paulo, Capital, e veio com seus pais para Mato Grosso do Sul quando tinha sete anos. Começou a produzir audiovisual no colégio. Em 2000 percebeu a necessidade de união da área do audiovisual. O Colegiado Setorial surgiu em 2012, que foi quando o audiovisual começou a aparecer como um grupo, não mais isolado, para a imprensa. Hoje é presidente do Fórum Municipal de Cultura.

Cláudia Medeiros é superintendente de Economia Criativa da Sectei, trabalhou na produtora de vídeo VBC com decupagem e no processo de produção, fez curso de direção de cinema e participou do Núcleo de Audiovisual do Ponto de Cultura Sapicuá Pantaneiro. No aniversário de Aquidauana o Sapicuá produziu o documentário “Aquidauana que te quero bem”.

Rose Borges ganhou sua primeira câmera aos 11 anos, participou do movimento estudantil e trocou as primeiras imagens que fez por duas barras de chocolate. Hoje ela percebe o audiovisual como uma ferramenta muito importante para seus protestos. É formada em Artes Visuais, começou com a produção primeiro para teatro, depois para o audiovisual. Morou um ano e São Paulo, depois voltou para Campo Grande e trabalhou na Macarena Vídeo. Participou com suas produções em 28 festivais, tendo tirado primeiro lugar em 18 deles. Dá aulas de fotografia no Senac e é editora de vídeo da TV Morena.

Andréa Freire é presidente da Fundação de Cultura do Estado e secretária adjunta da Sectei. É formada em Teatro, fez cursos de interpretação para vídeo, trabalhou na produção de vídeos, coordenou o Pontão de Cultura Guaicuru, onde percebeu o quanto era importante o audiovisual. Trabalhou na produção do longa “Os Matadores”, de Beto Brant, e “Cabeça a Prêmio”, dirigido por Marco Ricca. “O audiovisual é fascinante pela mobilização que ele causa. É o que mais agrega a sociedade em geral. Esse momento de construção do Plano Setorial é muito sério. Este é um grupo de trabalho que vai ter a missão de dialogar, apontar caminhos para o setor. Estou aqui para contribuir para dar celeridade, com ações a curto prazo. São pessoas com experiências muito diversas, é um universo muito rico”.

Carolina Sartomen é membro do Clube Nacional dos Cineclubes e participa considerando o direito de a população ter acesso aos conteúdos audiovisuais. Ela propôs na reunião que seja criado um festival estatal do cinema, que faça parte do calendário anual de eventos do Estado.

Belchior afirmou que o audiovisual representa a possibilidade de a cultura se manifestar e se espalhar pelo mundo. “A população é a meta final dessa proposta. Nós temos talentos. Tem muitas possibilidades com poucos recursos”. Ele propôs que o Plano Setorial do Audiovisual seja construído em etapas, sendo elas:

• Formação de grupo de trabalho;
• Publicação do cronograma de construção do Plano;
• Abertura do processo de construção do Plano Setorial do Audiovisual (PSA), diagnóstico da situação do audiovisual no Estado, debates regionalizados, cadastramento do pessoal que trabalha com audiovisual;
• Circuito de oficinas para preparações, coleta de elementos para elaborar o documento, cadastro de agentes do audiovisual, pesquisa com especialistas que poderão contribuir;
• Plenária final de proposições, documento preliminar do PSA;
• Audiência pública na Assembleia Legislativa dará conhecimento das propostas;
• Documento final, redação final do PSA a ser apresentado ao governador;
• Aprovação da Assembleia Legislativa e transformação do PSA em lei estadual;
• Apresentação da lei à população.

A próxima reunião será realizada depois de duas semanas desta primeira, em que pretende-se aprovar o cronograma e a metodologia de pesquisa para o diagnóstico da situação do setor no Estado. Será criado um grupo no Google e outro no Whatsapp para discussões do grupo e troca de arquivos.

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