Ministério da Educação anuncia 250 mil novas vagas no Fies

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, anunciou nesta terça-feira, 26, que o governo está ofertando 250.279 vagas novas no seu programa de financiamento estudantil, o Fies, para o primeiro semestre de 2016. Mercadante participa de entrevista coletiva em Brasília que apresenta os dados do programa para este ano.

Fies 2016As cerca de 250 mil vagas estão em linha com o número esperado pelo setor de ensino superior privado. Representantes do setor vêm informando que esperam que, ao longo de todo este ano, a oferta de novas vagas do Fies seja semelhante à do ano passado, quando 313 mil vagas foram oferecidas, sendo 252 mil no primeiro semestre e 61 mil no segundo semestre.

Mercadante disse que o MEC espera manter o patamar de novas vagas do ano passado. “Dissemos que iríamos assegurar o mesmo padrão de 2015 e estamos assegurando”, declarou.

Questionado sobre o orçamento do Fies para o ano, Mercadante afirmou que o orçamento para as 250 mil vagas ofertadas no primeiro semestre está “assegurado”. Ele não deu uma projeção para a oferta no segundo semestre, declarando que o orçamento será discutido.

O ministro informou que, do total de novas vagas do semestre, 41% estão no Sudeste. Neste processo do primeiro semestre de 2016, o MEC deixou de privilegiar na distribuição de vagas as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, como ocorreu no segundo semestre de 2015. Em vez disso, foi adotado um critério que privilegia microrregiões de baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e leva em conta ainda a demanda por ensino superior em cada região. Com isso, as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste juntas atingiram 47% das vagas e os 12% estão na região Sul.

Inadimplência

O ministro da Educação procurou diminuir as preocupações em torno do tema da inadimplência no Fies. Mercadante foi questionado sobre relatório da Controladoria-Geral da União (CGU) que concluiu que a inadimplência acima de 360 dias nos contratos em fase de amortização do programa atingiu 23,66% ao final de 2014.

Mercadante afirmou que esse indicador reflete um modelo antigo do Fies e que o programa foi reformulado “porque a inadimplência era alta”. O ministro disse ainda que o governo espera fazer um trabalho de repactuação dessas dívidas do Fies em conjunto com as instituições financeiras “para estimular o pagamento dessas dívidas, porque isso interessa ao Estado”. (Agência Estado)

Comentários

comentários