Ministério da Cultura aprova projeto de R$ 3 milhões para exposição sobre Renato Russo em São Paulo

Um projeto de exposição sobre a vida Renato Russo no Museu da Imagem e do Som de São Paulo (MIS) foi aprovado pelo Ministério da Cultura (MinC) para captar até R$ 3 milhões pela Lei Rouanet. A comissão de análise, que se reuniu de 4 a 6 de outubro em Brasília, reduziu o valor aprovado em relação ao pedido inicial do MIS, que era de R$ 3,8 milhões.

Equipe do MIS trabalha com objetos do acervo de Renato Russo. Exposição sobre cantor está prevista para julho de 2017 (Foto: Divulgação / Canal do MIS no YouTube)
Equipe do MIS trabalha com objetos do acervo de Renato Russo. Exposição sobre cantor está prevista para julho de 2017 (Foto: Divulgação / Canal do MIS no YouTube)

O museu divulgou uma nota à imprensa, afirmando que a previsão de abertura é mesmo em julho, mas ainda não fechou a data exata. O ingresso para a exposição será de R$ 12, com entrada gratuita às terças-feiras, conforme descrição ao MinC.

Os maiores cortes no valor aprovado foram nas verbas para material cenográfico (pedido de R$ 700 mil; R$ 350 mil aprovados) e montagem e desmontagem (pedido de R$ 400 mil; R$ 200 mil aprovados). A comissão diz que os itens foram “reajustados a valores de mercado e ao porte do projeto”.

R$ 100 MIL EM DIREITOS AUTORAIS
Na planilha enviada pela equipe do museu ao MinC, o item aprovado “Direitos autorais” pede R$ 100 mil com a seguinte justificativa: “Valor referente ao pagamento de direitos autoriais da exposição aos detentores do acervo pessoal de Renato Russo (herdeiros)”. Clique aqui para ler o pedido e orçamento do projeto detalhados

O filho de Renato, Giuliano Manfredini, é o único herdeiro do cantor. Porém, Giuliano informou ao MinC, que nunca pediu para ser pago pela exposição, que não vai ganhar qualquer valor pela realização do evento, e que nunca encaminhou seus projetos para captar em qualquer lei de incentivo fiscal.

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O MIS, responsável pelo projeto, declarou na nota também que Giuliano não receberá nenhum recurso vindo deste projeto aprovado. “A redação da parte referente aos direitos autorais não foi a mais apropriada ao mencionar o termo ‘herdeiros’, pois esse recurso será usado para eventuais itens que passem a integrar a exposição e não pertençam a ele”, informou o MIS.

“O Giuliano é parceiro do MIS neste projeto desde o início, e a cessão dos itens que integrarão a exposição foi feito a título gratuito, já que o Centro de Memória e Informação do MIS (CEMIS) está desenvolvendo o trabalho de catalogação, higienização e restauração”, completou a assessoria de imprensa do MIS.

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DIÁRIOS, MÓVEIS E ATÉ ROUPAS
O texto enviado ao MinC lista “manuscritos de letras de músicas, poemas e contos; diários pessoais, fotografias, documentos pessoais, desenhos, pinturas, prêmios, roupas, mobiliário, instrumentos musicais e outros”.

Lei Rouanet
O MIS já teve outros projetos aprovados na lei. Um deles foi a exposição dedicada ao cineasta Tim Burton, que teve valor com aval para captação via Lei Rouanet de R$ 3,7 milhões.

A aprovação do Ministério não significa que o projeto será patrocinado. É apenas o aval para que o artista busque o incentivo junto a empresas, que têm em troca abatimento de impostos correspondente ao valor investido no projeto. O prazo é de um ano para captação e pode ser renovado por seis meses. A comissão de avaliação de projetos reúne representantes de artistas, empresários e sociedade civil.

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